Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Marcos 9: 49.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Cada um será salgado com fogo” – Mc. 9: 49.

Salgado com fogo? Que “maluquice” é essa? Se nos fiarmos somente na literalidade do verso realmente não conseguiremos compreender seu sentido figurado. A Bíblia Sagrada se utiliza de muitos símbolos, que são, em sua maioria, universais. Essa universalidade faz da Palavra de Deus algo sempre revestido de atualidade e com eficácia a todo e qualquer povo ou nação conhecidos. Por exemplo, todos nós sabemos o que é “sal” e “fogo”, e temos boa ideia de suas respectivas serventias. E falando em simbologia, o Senhor Jesus disse certa vez: Vós sois o sal da terra. Mas se o sal se tornar insípido, com que se há de salgar? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e pisado pelos homensMateus 5: 13.

Nós todos que O servimos, amamos e conhecemos, fomos comparados pelo Mestre ao sal, que dá sabor aos alimentos. Comida sem sal é insossa, sem gosto. Assim são aqueles que não têm em si mesmos o Espírito Santo de Deus: são “insípidos” espiritualmente, não servem para “dar sabor” à própria vida nem à dos outros. A ausência de sal na comida nos faz ter a sensação de que falta algo nela. Essa é a mesma impressão que sente alguém que não possui “sal” em si mesmo, e é também idêntica quando vemos alguém “sem sal”, no sentido espiritual: não há completude nessa pessoa, ou plenitude “de sabor”, falta-lhe, de fato, alguma coisa. Agora, como poderá alguém ser “salgado pelo fogo”?

Uma das funções do fogo é purificar as coisas. Ouro e prata são exemplos Bíblicos disso (Provérbios 17: 3). E pelas Escrituras Sagradas o ato de “passar pelo fogo” está relacionado a sofrimento. O sofrimento “purifica” as nossas almas, pois invariavelmente nos faz pensar e refletir, e nos aproxima de Deus. Como nós todos, aos olhos do Senhor, somos infinitamente mais importantes do que qualquer riqueza ou metal nobre, Ele faz tal comparação para nos dizer que nos purifica em Jesus, tornando-nos pessoas melhores e estreitando os laços Consigo. Ele remove de nós as nossas “impurezas”. E é certo que esse é um processo contínuo, que dura toda a vida. Nela, na vida, nós fazemos muitas coisas, e o Senhor as prova todas pelo “fogo”, em Jesus: Pois ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento levantar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará, porque o dia a demonstrará. Pelo fogo será revelada, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou sobre ele permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém queimar, sofrerá perda; o tal será salvo, todavia como que pelo fogo1 Coríntios 3: 11 a 15. Toda obra é, pois, provada, qualquer uma, e sempre pelo “fogo”.

Se estivermos em Cristo Jesus nós somos, então, o “sal da terra”. E o Senhor não nos deixa ficar “insípidos”, não, ora, se isso estiver acontecendo, Ele nos “purifica” e nos faz “passar pelo fogo”. Ele “nos salga pelo fogo”. Ele nos devolve a capacidade de “ter e de dar sabor”. Ninguém há que goste de sofrer, mas o sofrimento é inegavelmente uma ferramenta útil nas mãos do Senhor. A Sabedoria nos ensina que: Melhor é a tristeza do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coraçãoEclesiastes 7: 3. E a tristeza e o sofrimento, se vierem de Deus Pai, não são, necessariamente, coisas ou situações ruins: A tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar, mas a tristeza do mundo opera a morte2 Coríntios 7: 10. Portanto, para aquele que está em Cristo, ser “salgado pelo fogo” não é um castigo, não é uma penitência, não é uma “tortura divina”. Não. Ser “salgado pelo fogo” é receber a atenção vívida de Deus Pai (pai, cuja função primordial é: corrigir e educar seus filhos), e ser e se sentir amado e cuidado por Ele. Melhor, pois, estarmos por debaixo das “Asas de Deus” (Salmo 91: 4), mesmo sabendo que, por vezes, seremos “salgados com fogo”, do que nos vermos “soltos” na vida… (Sozinhos e desamparados, insípidos e por conta própria, pisados pelos homens”).

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