Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Mateus 12: 35.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más” – Mt. 12: 35.

Do que é feito ou formado o “tesouro” dos homens? A resposta mais adequada é: depende. Para muitos homens qualquer “tesouro” só pode ser composto por dinheiro, ouro, prata, pedras preciosas, joias, enfim, por bens materiais. Uma antiga história, verídica, nos ensina sobre o ímpeto e a gana por dinheiro de alguns homens. Na Roma antiga consta que Tito, filho do então Imperador Romano Vespasiano, teria reclamado com seu pai sobre a instituição de um tributo para uso de banheiros públicos. Pelo que Vespasiano teria lhe respondido, em latim: “pecunia non olet”. Ou, em bom português: “dinheiro não tem cheiro”. Para essas pessoas, que creem integralmente nesse brocardo latino, não importa a origem do dinheiro, dinheiro é dinheiro, sempre dinheiro.

Tanto assim é que tal máxima se tornou “cláusula” ou Princípio do Direito Tributário, adotado por muitos países, o nosso, inclusive. Para os ilustres governantes de nosso país, portanto, ou de outro Estado que adote tal Princípio, importa o tributo, só o tributo, e não a sua origem ou procedência. Tampouco lhes dizem respeito os reflexos do tributo na economia doméstica de seus governados. Importa-lhes tão somente o fluxo, e quanto maior, melhor. Tanto para utilizá-lo (o dinheiro) na gestão de seus mandatos, o que geralmente se faz mais como autopromoção do que por qualquer outra coisa ou motivo, quanto, para alguns, para desviá-lo mesmo, descaradamente, para proveito próprio e enriquecimento ilícito, como quase sempre se vê. Para pessoas com essa mentalidade, não necessariamente políticos, veja-se bem, “tesouro” é mesmo coisa material, inanimada, e efêmera. “Mau tesouro”.

Mas não é esse o “tesouro” referido no verso. O “tesouro” do verso, o “bom tesouro”, faz alusão a todas as boas virtudes encontradas em uma pessoa, que a faz ser reta e íntegra em seus atos e condutas, sempre, consigo e perante os demais. Por certo aquele que ama o dinheiro tem muitas deficiências nesse particular sentido, e o conjunto de virtudes acima mencionado simplesmente não lhe é inerente. Poderíamos resumir a coisa toda com a seguinte classificação: pessoa de bom caráter e de boa índole, ou o oposto disso, ou seja, pessoa de mau caráter e de má índole. Instada a “dar resposta” (agir ou reagir) diante de qualquer situação da vida, a pessoa tirará de seu “tesouro” algo bom ou algo mau, dependendo de que há em seu “coração”.

Portanto, o cerne do verso trata de matéria de cunho eminentemente espiritual e, talvez, com “uma pitada” de Filosofia. Está longe de mencionar o “amor ao dinheiro” como tópico único, apesar de termos dedicado algumas linhas a isso neste texto, vez que colocado como o oposto daquilo sobre o quê se quis discorrer. “Bom tesouro”, pois, é aquilo que o ser humano tem em si mesmo, o imanente, que está arraigado, e lhe é inseparável, tanto assim que nada nem ninguém é capaz ou tem aptidão de remover ou de tirar dele. É a “composição” imaterial do âmago de alguém, seu estado de espírito permanente, cujo “acervo” tem validade além-túmulo, pós-vida. É tudo aquilo de mais valioso que nós podemos ter em nós mesmos, incluindo o nosso relacionamento com Deus Pai, por Jesus. Logo, faz parte do “ser”, é a sua natureza, ou sua essência, quintessência. Por isso que se diz por aí, com “abrangente” propriedade, algo como “Fulano é tão pobre, mas tão pobre, que tudo o que ele tem é dinheiro, muito dinheiro”…  

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