Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

2 Coríntios 6: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não damos nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado” – 2 Co. 6: 3.

Depois de sua conversão a Jesus, o Apóstolo Paulo iniciou o seu longo Ministério, principalmente voltado aos Gentios, como nós todos bem sabemos. Mas ele jamais ignorava os Judeus, seu povo. Paulo pregava o Evangelho de forma sistemática, a quem o quisesse ouvir, e sua vida foi por ele doada, totalmente, nesse sentido. Ele estava sempre em trânsito e trabalhando, ou seja, viajando e visitando diversas comunidades e cidades, pregando, ensinando e instando os seus habitantes a viverem para Cristo. Nesse passo, ele precisava ser muito arguto, para evitar toda sorte de problemas, visto que em todo lugar que ia, havia Judeus e Gentios. E estes raramente concordavam entre si.

Sempre houve (e neste Mundo sempre haverá, penso eu) diferenças marcantes entre Judeus e Gentios, especialmente pela cultura variada, e suas tradições, idiomas e costumes. Contudo, nós todos sabemos que hoje em dia há uma língua universal entre os povos, e não é o inglês, mas, sim, o Senhor Jesus Cristo. Se acaso encontrarmos quaisquer pessoas Mundo afora, longe de nossos lugares de origem ou em ocasionais encontros (por aqui mesmo) com estrangeiros, que creem no Mestre, fato é que certa empatia (e sensação de identidade) nasce entre nós, como que de imediato. E isso supera qualquer laço cultural, tradição ou costume, até a língua falada. A nossa condição mútua, de sermos cristãos e ligados ao Pai por Jesus, nos atrai e nos aproxima (nos une), com uma naturalidade espantosa. É algo espontâneo e bonito de se ver e viver, de se experimentar.

No início de tudo, com a vinda de Jesus, as coisas ficaram um pouco confusas, e era fácil a Paulo se ver envolvido em algum escândalo, especialmente com relação a determinadas práticas e doutrinas. Como Jesus fez alguns “ajustes” na Lei, natural que houvesse certos “embates” sobre certo e errado, sobre o que fazer a partir de então. Nesse cenário Paulo afirmou que fazia de tudo para não ser motivo de escândalo, para que seu Ministério não fosse censurado. Porque ele sabia que se seu Ministério fosse censurado, isso “punha em xeque” a sua credibilidade e integridade perante potenciais e futuras conversões a Cristo, além de prejudicar seus seguidores já consolidados. Um Ministério “duvidoso” é por si só bastante danoso, visto que os prejuízos que podem vir a ser causados são imensos, incalculáveis, imprevisíveis. E esses prejuízos se dão comumente na vida, na crença e no íntimo das pessoas, que confiam as suas vidas, com mais facilidade, a quem encabeça os Ministérios. Isso é errado, digo, o ato de confiar em homens (Salmo 118: 8 e 9), mas é o que acontece, de fato, e com bastante frequência até.

Assim, como foi com Paulo, o homem de Deus “moderno”, dos nossos dias, deveria adotar e se contentar com a conduta de simplesmente pregar o Evangelho, de trabalhar tranquilo e com constância para Deus, e evitar contendas e celeumas (escândalos) a todo custo. Não me canso de dizer que o Senhor não precisa de quem O defenda, afinal, Ele é o Todo-Poderoso (Não é? Claro que é!). Deus Pai apenas conta com o amor e a dedicação de homens e mulheres, que O apresentem a quem ainda não teve o privilégio de tal encontro Consigo (com o Divino). Há certas coisas que devem acontecer, portanto, e nenhuma oração nossa, ou forte desaprovação, terá força para mudá-las. Na prisão de Jesus (no Getsêmani), vemos isso com clareza, quando o Senhor Jesus censurou a Pedro por ter cortado a orelha de Malco (servo do Sumo-Sacerdote), e lhe disse: Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e ele me mandaria imediatamente mais de doze legiões de anjos?Mateus 26: 53. Era plano de Deus que Jesus fosse preso. Isso nos ensina que algumas coisas devem acontecer, como previsto por Deus, e não será a mera vontade nossa ou a indignação de um homem (ou mais) que mudará o quadro, ou que impedirá que tal coisa aconteça. Mas Jesus nos diz: Ai do mundo, por causa dos escândalos! É necessário que venham escândalos, mas ai do homem por quem o escândalo vier!Mateus 18: 7.

Logo, parece que alguns escândalos estão previstos, e são esperados e inevitáveis, porém, todo aquele que, pela presciência e previdência de Deus, ocupa o topo ou a cúpula de um Ministério qualquer, ou com ele se envolve de uma maneira ou de outra, deve ter o cuidado de não escandalizar qualquer pessoa, de fora ou de dentro, a fim de que seu trabalho e sua pessoa não sejam censurados, ou achincalhados, ou desacreditados. O ideal é que toda pessoa que esteja a serviço de Deus (e que pode estar, por isso, em evidência) se mantenha longe de discussões e polêmicas, seja honesto e íntegro com todos, tenha zelo absoluto pela Palavra de Deus, e confie no Senhor em todas as coisas, a fim de que seu Ministério não seja censurado. Afinal, importa mesmo aproximar as pessoas de Jesus, e o que Deus disse, está dito: será cumprido, de um jeito ou de outro. Um último adendo, bastante pertinente (creio eu): mais adequado é ao homem de Deus não misturar as coisas, de modo que serviço (a Deus) + política = a Ministério dividido, e prejuízos na certa, e muitos escândalos, e peso de Deus (Hebreus 10: 31).

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