Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 27: 7.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce” – Pv. 27: 7.

Esse verso adentra profundamente na natureza humana, apesar de falar sobre coisa óbvia e corriqueira. Contudo, nós nem sempre enxergamos o óbvio. É difícil encontrar pessoas totalmente desprendidas em relação à posse e uso de bens materiais. Claro que há patamares ou graus de classificação disso, e o mais frequente de se ver é aquilo que está do meio da escala até o topo, infelizmente. O centro dessa escala (creio eu) não representa nenhum abuso ou erro, mas a normalidade da coisa toda; o problema está nos níveis superiores dessa escala (e quanto mais alto mais grave é a situação). Há pessoas que não se contentam com nada, e quanto mais elas têm tanto mais elas querem. Ou seja, elas têm uma ânsia incontrolável de guardar e acumular dinheiro (a qualquer custo, às vezes), e de aquisição de todas as novidades em termos de bens materiais para a satisfação inesgotável de seus anseios e compulsões, que vão desde ter um carro do ano ou fazer viagens a lugares da moda, até em relação a possuir toda sorte de aparelhos eletrônicos, roupas caras e coisas menos expressivas. Mas sempre o que tiver de melhor e for mais recente.

Se não nos policiarmos, em constante autoauditoria, nós todos temos a tendência de somente olhar para frente nessa matéria. Nem todos olham para os lados (caso em que poderiam ajudar outras pessoas) e praticamente ninguém olha para trás, talvez, pouquíssimos o façam (não consideram o que já tem e querem sempre mais). Isso me fez lembrar uma frase, dessas escritas em traseiras de caminhão: “Não tenho tudo que amo, mas amo tudo o que tenho” – sábia sabedoria popular… Inobstante isso, quando “subimos um degrau” na vida, honestamente eu acho que até é normal voltarmos a nossa preocupação para novas conquistas, para o “próximo degrau” à nossa frente, o novo desafio que toma toda a nossa atenção. Só não podemos esquecer “quem somos” e “de onde viemos” e, sobretudo, não podemos nos deixar cair no engano e no vício dos extremos, da compulsão e da ganância desmedida.

De todo modo, em verdade, poucos são os que têm “folga” financeira nessa vida, e é notório e sabido que a maioria padece com necessidades variadas. Aprendi na faculdade que os bens materiais são “raros”, no sentido de que simplesmente não existem em quantidade suficiente para satisfazer todo mundo. E eles custam dinheiro, geralmente. O que tem dinheiro sobrando e acumula muitos bens, “se farta” graças à sua riqueza, e tende a “pisar o favo de mel”, ou seja, não dá tanta importância a certas coisas, visto que se habituou a tê-las em quantidades acima da média; já o pobre, que tem a “alma faminta” no tocante a isso todo, bem, para ele “todo amargo é doce”. Como se diz por aí: “o que vier é lucro”. Um amigo sempre diz que “pobre não tem número”. Não se importa em receber aquilo que os mais abastados descartam. “O lixo de uns é o tesouro de outros”. De nossa parte, o importante é jamais perdermos de vista a bondade, a fraternidade e a humildade.

A suma do verso é, pois, que poucos têm muito e muitos têm pouco. E quem tem muito (ou mesmo o suficiente) diminui naturalmente a sua atenção em relação à pobreza que o cerca, por conta da abastança e segurança em que vive, de modo que deve ter cuidado com sua situação para não “se perder” nisso. Essa é a realidade da vida. Feliz e abençoado é, pois, aquele que tem sobrando, e se torna abençoador. Que “investe” a sua riqueza no Reino de Deus, fazendo o bem, e supre as necessidades alheias, em amor. Esse é o “retrato” de uma alma piedosa. A nossa oração, nesse sentido, deve ser aquela que roga a Deus Pai por uma vida sadia em termos de existência de conforto financeiro e acúmulo de bens materiais, a fim de que não nos tornemos pessoas autocentradas e egoístas. Não é errado, no entanto, ter muitas riquezas; o errado é se deixar dominar por elas, sobretudo porque são coisas efêmeras, transitórias. Os bens do rico são a sua cidade fortificada, e como uma muralha na sua imaginaçãoProvérbios 18: 11. Nossa segurança deve estar fundada no Senhor. Viver a vida sem necessidades materiais e sem apertos é coisa boa, é dom de Deus, mas não é isso que conta, no final das contas, e não é essa a normalidade da vida. E como a natureza humana é fraca e falha, muita atenção de todos nós em relação a isso tudo. Convém adotarmos como nossa a constatação do Salmista: Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SenhorSalmo 20: 7. Assim seja.

© Amor-Perfeito

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