Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

2 Coríntios 5: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo” – 2 Co. 5: 17.

Uma boa nova a do verso. E é a mais pura verdade que as “coisas velhas” já passaram e tudo se fez novo, se alguém em Cristo estiver. Por pura dedução, entretanto, não há literalidade nessa afirmação, visto que o que passou, passou, é verdade, e o que se fez lá atrás não se pode refazer ou desfazer, no sentido de se voltar no tempo, e fazer de novo a mesma coisa. Isso não é possível. Consertar algo malfeito não é voltar no tempo: é fazer de novo, ou seja, admitir eventual erro e interferir com uma nova ação ou omissão. A diferença a ser notada está na consciência da criatura primeira em comparação com a da subsequente. A anterior vivia à margem de Jesus Cristo, e a segunda vive inclusa no Reino de Deus, com Jesus, por Jesus. Graça de Deus.

Nesse passo, cumpre-nos esclarecer um fato, sobre o qual alguns ilustres “desavisados” criaram alguma polêmica e celeuma: há certa corrente de pensamento que entende que a partir da conversão a Cristo Jesus, a pessoa é “promovida” de criatura para filha de Deus. Deixa de ser criatura, portanto. Temo que isso não seja correto, pois que sempre seremos “criaturas” de Deus (criados por Ele, criação Dele), ainda que nem todos possam ser tidos por filhos Dele. Assim, ser filho/filha de Deus não nos tira a característica de sermos “criaturas de Deus”, visto que não há lógica em ser filho/filha de Deus e não ser criado/criada por Ele. Logo, de um jeito ou de outro, sempre seremos criaturas de Deus, e isso é coisa inata de qualquer ser humano e da Criação, como um todo. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homensJoão 1: 3 e 4.

De toda sorte, o que está feito, está feito. E isso é outro fato. A vida é um conjunto de experiências, um dia após o outro, nos quais nos revelamos às demais pessoas e à sociedade em que vivemos, e fazemos isso por meio das nossas obras. E há, também, a parte que somente é “visível” ao Senhor, e a ela damos o nome (figurativamente) de “coração”, o âmago de cada um de nós, onde o principal acontece. Só Deus Pai tem a capacidade de “olhar dentro de nós”, julgando o nosso caráter, a nossa índole, e nossos mais profundos anseios e intenções. Por isso que a Palavra de Deus nos ensina com tanta ênfase que não devemos julgar os nossos semelhantes, sobremaneira porque não há aptidão em nós para tanto. E essa “nova criatura”, do verso, desponta justa e principalmente no “interior” das pessoas (na alma, talvez…); porquanto a mudança maior é interna e invisível aos olhos de qualquer um, até mesmo daquele que foi alcançado por Deus. Pois qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus1 Coríntios 1: 11. O Senhor sabe todas as coisas (Salmo 147: 5), nós não.

Por certo que se vê externamente, pelas obras (como mencionado acima), a manifestação da “nova criatura” em qualquer pessoa, que passa a agir de forma bastante peculiar. Alguns mais, outros menos (não nos cabe julgar), porém, a mais importante “revolução” deve ocorrer no “Santo dos santos” da pessoa, aquele “cômodo” onde só o Senhor entra, e que é recôndito inacessível a qualquer outro ser, a nós mesmos, inclusive. “A realidade da vida do Reino é uma realidade interior, oculta, associada ao Pai que está ‘em secreto’” – Dallas Willard. Alguns, como dito, chamam isso de “coração” (outros, de alma). E qualquer pessoa, se quiser ser “nova criatura”, precisa entregar o seu “coração” (e vida) a Deus Pai, por Jesus (em ato de fé). Daí as “coisas velhas” perderão sentido, e passarão. Tudo se fará novo. Nova Criação de Deus. Como um milagre. Um milagre! Julgue-se o homem, pois, a si próprio (diante de Deus), no tocante a ser ou não ser uma “nova criatura”, se houve mudança, de fato, em Jesus, ou não (se engodo é, apenas). Nesse quesito a desonestidade não funciona, visto que é para Deus que havemos de falar (e foi Ele quem criou o “camaleão”, outra perfeita criatura Dele…). Examine-se o homem a si mesmo antes de comer deste pão e beber deste cálice1 Coríntios 11: 28.

© Amor-Perfeito

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