Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

2 Coríntios 2: 9.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça” – 2 Co. 2: 9.

Esse verso nos ensina a visualizar a diferença entre a Lei e a Graça. E o ponto de ruptura entre um período e outro se deu pela vinda de Jesus Cristo. Logo, AC – Lei, DC – Graça. Contudo, nas palavras do Mestre: Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para cumpri-losMateus 5: 17. Disso se extrai que Jesus veio para confirmar a Lei, e não revogá-La. Portanto, a Lei permanece válida e eficaz, e está em pleno vigor. Tão somente alguns “ajustes” foram firmados, especialmente no que cinge aos efeitos e ao alcance da Lei sobre nós. Isso tudo, aliás, por conta de um simples e determinante motivo, sem o qual nada faria sentido: O fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crêRomanos 10: 4.

O Ministério da Condenação, sob a égide da Lei, era muito severo, e não consentia erros ou falhas. Pois qualquer que guardar toda lei, mas tropeçar em um só ponto, torna-se culpado de todosTiago 2: 10. A Lei se resumia à obediência das regras impostas, e não admitia espaço algum para equívocos, deliberados ou não. Até os atos pecaminosos realizados na ignorância ou por inadvertência tinham consequências pela Lei, e deveriam ser expiados (Números 15: 22 a 29). Nesse sentido, a Lei causava grande zelo e temor nas pessoas, cujos efeitos nós podemos aferir e ter ideia pelo contrito (e belo) lamento do Salmista: Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultosSalmo 19: 12. Em suma, o Ministério da Condenação infligia medo tal nas pessoas, que pediam perdão até de pecados não identificados, visto que viviam sob pressão por conta desse tema.  

Entretanto, mesmo diante desse quadro aparentemente nada agradável, o verso nos diz que o Ministério da Condenação “foi glorioso”. E aqui arrisco dizer que isso se deu pela misericórdia do Senhor. As pessoas que viveram antes da vinda de Jesus se beneficiaram dessa misericórdia que, porém, não alcançava a todos. O Senhor disse a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdiaRomanos 9: 15. Logo, se alguém viesse a pecar no passado, época da Lei, não podia contar com a misericórdia de Deus como certa, mas, sim, somente esperar que o Senhor se compadecesse, e lhe agraciasse como alvo de Sua misericórdia. A misericórdia era, portanto, um “expediente” cuja aplicação dependia do exclusivo critério de Deus Pai.  

Diferente disso é a Graça de Deus, que nos foi concedida pelo Ministério da Justiça, e que excede em glória o Ministério da Condenação. Lembremos que uma boa e exata definição de “graça” é “favor imerecido de Deus”. E diferentemente da misericórdia, a Graça de Deus atinge todo e qualquer ser humano, e o critério estabelecido por Deus é a gratuidade, ou seja, o Senhor a concede de forma automática. No Período da Lei (AC) a misericórdia imperava sozinha; no Período da Graça (DC) nós contamos com a misericórdia de Deus, mais a Graça, esta última estendida a todos, e a misericórdia, como antes, segundo a vontade de Deus Pai. Nenhum de nós tem capacidade plena de obediência, e somos pecadores natos. Assim, o Senhor optou por aliviar os nossos fardos, por Jesus, e com isso nos deu alento de viver sem essa preocupação (veja-se que “sem preocupação” não significa “sem integridade”…). Em consequência disso, pois, Ele aumentou a nossa responsabilidade, mas também nos encheu de paz. Graça e paz, graças a Deus!

© Amor-Perfeito

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