Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

1 Coríntios 13: 13.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor” – 1 Co. 13: 13.

A fé, a esperança e o amor são, de forma conjunta, boas e úteis “ferramentas” dessa vida. Contudo, por que o verso nos diz que o amor é maior? Na verdade a resposta não é tão difícil de ser formulada. Vamos por partes. Ocorre, por primeiro, que a Bíblia Sagrada nos ensina que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11: 6). Este é o passo inicial. Assim, a fé (ou a confiança) é um “expediente” que nos dá forças e nos mantém firmes nas agruras que enfrentamos neste Mundo. Com fé (em Deus, por Jesus) nós nos fortalecemos para passar pelos obstáculos e dificuldades do caminho, visto que confiamos nossas vidas a Deus Pai, apesar de não vê-Lo. Pela fé assentimos que o Senhor cuida de nossos passos e zela por nós, visto que Ele nos ama. E o amor é o móvel de tudo isso.

Desse modo, a fé é um “sentimento” que nos impele a ir adiante, com poucos receios (ou mesmo nenhum) pelo futuro, certos de que Deus é por nós, e sabedores (que somos) do fato de que Ele conhece o dia de amanhã. O tempo nada representa para Deus. Mas o tempo nos aprisiona e dita todas as regras das nossas vidas. Na “carne” somos seres temporais. E quando nosso tempo na “carne” terminar, com o fim da vida por estas bandas, e nós nos vermos diante de Deus na Eternidade, de que nos servirá a fé, se não haverá mais necessidade de crermos que Deus existe? Como dizer que Deus não existe se Ele estiver diante dos nossos olhos? Fé no que se vê não é fé, é realidade. Ora, pois, Ele estará conosco e a percepção de Sua presença nos será material, não espiritual. Logo, com o Senhor diante de nossas vistas, a fé perde totalmente seu significado e conteúdo; é de todo esvaziada. Mas veja-se que o amor é o mesmo, cá e lá.

De outra sorte, a esperança é a “torcida” íntima para que algo esperado se concretize no futuro, seja este breve ou imediato, seja em longo prazo. É uma expectativa que se cria durante a espera por algo desejado. Nesse passo, esperança e fé meio que se fundem, na justa medida em que a primeira pode ser definida como “a fé em se conseguir aquilo que se deseja”. É, portanto, um “ânimo”, uma “expectação”, uma “chama” que se mantém acesa dentro de nós, e que fortalece a nossa confiança, no caso, no Senhor. E é o amor que move a esperança. Por amor, nós temos a esperança de que Deus nos salve, e nos leve Consigo para o lugar no qual o Senhor Jesus disse haver “muitas moradas”, suficientes para nos abrigar a todos: a “Casa do Pai” (João 14: 2). E na mesma esteira da fé, quando estivermos na “Casa do Pai”, por conseguinte, diante de Deus e de Seus santos anjos, qual será a serventia da esperança para nós? Como a fé, a esperança estará esvaziada de qualquer significado em si mesma, sem sentido. E de novo, veja-se: o amor é o mesmo, cá e lá.

Lá e cá o amor é, portanto, superior à fé e à esperança. Como visto, por motivos óbvios. O amor não sofre qualquer variação de tempo e de lugar. Tampouco de medida ou de grau, e nele não se vê desgaste ou perda de sentido. A importância do amor se mantém hígida e constante ontem, hoje e por todo o sempre. Com razão, pois, o amor é maior do que a fé e a esperança. No entanto, tanto a fé e a esperança, como o amor, são os “combustíveis” que nos movem pela realidade atual em que vivemos. Todas as três “virtudes” são uteis e imprescindíveis para que vivamos bem e de forma sadia, em todos os sentidos. A plenitude da existência, entretanto, só será alcançada e vivida por cada um de nós quando estivermos na presença física de Deus. Enquanto isso não acontece, nós precisamos desses três “incentivos”, criados por Ele justamente para que pudéssemos suportar a ausência da plenitude e as aflições disso decorrentes (Romanos 8: 18 a 26). Agora vemos em espelho, de maneira obscura; então veremos face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei como também sou conhecido1 Coríntios 13: 12. Logo, quando a compreensão total vier (), a fé e a esperança (de cá) darão lugar à plenitude do amor de Deus (de cá e lá), para sempre.

© Amor-Perfeito

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