Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 29: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O tolo expande toda a sua ira, mas o sábio a encobre e reprime” – Pv. 29: 11.

Certas atitudes simplesmente não valem a pena na vida. Acontece que qualquer ser humano “de carne e osso” vez por outra acaba ficando de “sangue quente”, e termina por agir de forma tola. O limite de cada pessoa para “explodir”, creio eu, varia de dia para dia, e de acordo com a personalidade. Há dias mais difíceis, nos quais o “pavio” fica naturalmente mais “curto”. E, claro, há aquelas pessoas que, sem medir consequências, têm o “pavio curto”, sempre. Estes últimos seriam “tolos em tempo integral”, enquanto os primeiros seriam “tolos ocasionais”. Tolice por tolice, parece que de qualquer modo nenhuma delas vale a pena, e o melhor mesmo seria evitá-las. 

Mas, como dito, há dias em que não nos sentimos bem, e os motivos que nos levam a ter esse “desconforto espiritual” são os mais variados. O estresse, comum nestes nossos agitados e turbulentos dias, é uma das causas mais corriqueiras. Contudo, há muitas outras. Sentir dor ou estar adoentado pode nos deixar com menos paciência. Problemas familiares, ou no trabalho, também influenciam e diminuem o limite entre o nosso bem-estar e o “estado de incômodo” que nos acomete. Até mesmo a consciência coletiva de um país, a que estamos sujeitos, com seus reflexos políticos e sociais tendem a nos pressionar e nos colocar em situação de impaciência, indignação, revolta, medo, temor, raiva, descrença, ódio Etc.

Aí vem o verso e nos ensina que o tolo acaba “pagando um preço” maior que o sábio, pelo seu modo de ser. O tolo sofre mais. O descontrole usual do tolo, e sua contumaz ignorância no trato de certas “questões de vida”, o levam a situações complicadas e o fazem sofrer várias consequências nada agradáveis. Essas “questões de vida” são comuns a todos nós, e nos chateiam e desagradam sempre que somos obrigados a encará-las. O sábio as “tira de letra”, vez que encobre e reprime a ira que elas comumente causam. O verso nos ensina que a ira nasce dentro de nós, e a decisão de expô-la é só nossa. Nesse passo, a sabedoria do Pregador (de Provérbios) nos diz que é melhor guardá-la para si e não deixá-la aflorar. Isso porque a ira, uma vez “solta e liberada”, causa problemas de todo tipo, alguns muito maiores do que ela própria.

Entretanto, dizem por aí que aquele que guarda raiva ou ira dentro de si, sem “liberá-la”, acaba acumulando “pólvora” e, com isso, basta uma pequena “faísca” para tudo “ir pelos ares”. E uma “explosão”, nesse sentido, seria pior do que liberar a ira em “doses homeopáticas”, ou mesmo ser uma pessoa que “não leva desaforo para casa”, que logo reage. Acho que isso é correto. Porém, há aqui uma diferença sensível e primordial: há pessoas que confiam em Deus e outras que não confiam Nele. Se alguém não confia em Deus, não está errada a visão daquele que “não leva desaforo para casa”. Porque essa pessoa, se não liberar aquilo que está guardado dentro de si, certamente “explodirá”. Este é um ponto de vista, aceitável até.

Mas há outro, com toda certeza. E é o ponto de vista ou perspectiva daquele que confia em Deus Pai. Nesse caso o “Árbitro” de todas as “questões de vida” será o Senhor. Assim, toda pessoa tem a faculdade de expor a sua ira ou não. E se não, ficar em paz, aguardando pelo livramento do Senhor. De maneira que… Sabeis isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar, pois a ira do homem não opera a justiça de DeusTiago 1: 19 e 20. Melhor é, pois, confiar em Deus, esperar Nele, e “conter” e “abafar” qualquer ira com a paz que excede todo entendimento. Se essa bendita paz estiver presente, não há quem “exploda”, por si só. E o Senhor nos dá conforto, nesse sentido, ao nos dizer: Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira, pois está escrito: Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o SenhorRomanos 12: 19. Sejamos sábios, pois, e deixemos com o Senhor, na medida do possível, a justa retribuição por qualquer ofensa que viermos a sofrer e que nos cause ira, e revolta, ou indignação. Sobremaneira porque nenhum ato nosso jamais se comparará à paga de Deus a alguém, que nos tenha causado qualquer injustiça. O Senhor sabe, Ele tudo vê, o Juízo é Dele; deixemos, pois, que Ele retribua. De resto, adiante, e fé Nele!

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