Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Deuteronômio 5: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, pois o Senhor não terá por inocente ao que tomar o seu nome em vão” – Dt. 5: 11.

Este verso faz parte dos Dez Mandamentos, dados por Deus a Moisés para o Povo de Israel, no deserto. Qual será, entretanto, o significado de “tomar o nome do Senhor em vão”, nos nossos dias? Os Judeus levam isso “ao pé da letra”. Uma história do passado (bem antiga), sobre esse tema, sempre me surpreende, tal era o zelo dos Judeus. Consta que quando algum copista ou escriba se dedicava a fazer uma cópia das Escrituras Sagradas, ou de qualquer outro livro no qual o nome de Deus aparecesse, eles paravam o trabalho, cobriam a cabeça com uma espécie de véu ou estola, trocavam a pena comum por outra com bico de ouro, escreviam o nome de Deus com outra tinta, e depois voltavam ao estado em que antes estavam, com a pena e tinta comuns, e recomeçavam o trabalho. Incrível, não?

Alguns podem até achar que isso era exagero, mas o zelo dos Judeus era algo bonito de se ver, visto que denotava respeito (temor) e amor por Deus. Hoje em dia, especialmente nas culturas ocidentais, não se vê isso, ao menos com facilidade. Entre nós, de outra sorte, são comuns e corriqueiras expressões tais como “Valha-me Deus!”, “Deus me livre!”, “Jesus amado!”, “Só Jesus!”, “Deus te crie!”, “Deus me ajude!”, “Graças a Deus!”, dentre outras. Essas expressões fazem parte do nosso vocabulário cotidiano, e não é tarefa fácil nos desvencilharmos delas. A maioria é dita sem conotação religiosa, como numa situação que nos assusta, diante de um livramento qualquer, por espanto, e até por conta de um espirro, sem esgotar as possibilidades. Não vejo mal nisso. Não há maldade nesses casos. Faz parte da cultura e do idioma.

Outro dia li uma frase de Rubem Alves, que dizia o seguinte: “Toda vez que alguém diz ‘Graças a Deus’ está dizendo ‘Ferramenta útil é esse Deus. Até agora fez tudo direitinho’”. Nesse contexto a pessoa estaria (acho eu…) tomando o nome de Deus em vão, visto que O trata como meio para atingir seus objetivos pessoais, com egoísmo. Porém, creio que não podemos nem devemos levar a coisa “a ferro e fogo”. “Tomar o nome de Deus em vão” é algo sério, que não “esbarra” em simples expressões idiomáticas, geralmente ligadas a um fato ou evento específico. Há coisas muito ruins que proferimos, e nem sequer temos ciência disso, pois estão arraigadas em nosso modo (ordinário, normal, aceito) de nos comunicarmos. Quer um exemplo? Quando falamos que uma criança é um “espírito de porco”, porque ela é levada e arteira, na verdade a chamamos de “demônio”, visto que essa expressão está atrelada ao episódio de Jesus com o endemoninhado Geraseno, contado em Marcos 5: 1 a 20. No entanto, falamos e ouvimos isso comumente, e nem nos damos conta do real significado (Não sabia? Pois é…). De todo modo, eu acho mesmo que essa expressão deve ser evitada, não é boa, ainda que dita de forma inocente. Ora, pois, vivendo e aprendendo, não é?

Creio, entretanto, que o modo mais vil de “tomar o nome do Senhor em vão” acontece de duas formas. A primeira quando a pessoa se faz passar por “profeta”, e costuma “entregar recados de Deus” às pessoas, sem que Deus lhe tenha dito qualquer palavra. Mas o profeta que presumir de falar em meu nome alguma palavra que eu não lhe tenho mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, o tal profeta será mortoDeuteronômio 18: 20. E a segunda situação ocorre quando alguém se intitula pastor ou congênere (o que não deixa de ser um profeta que maneja a Profecia – a Bíblia Sagrada), e prega e ensina heresias, ou “inventa moda”. Pessoas que se colocam nessas posições são pessoas que flagrantemente “tomam o nome do Senhor em vão”, e terão sobre si pesado juízo. É um verdadeiro perigo dizer algo a alguém, do seu próprio coração, que Deus não tenha dito, ou pregar algo contrário à Palavra de Deus. Essas situações geram danos às pessoas, e aqueles que os causam não ficarão impunes. Que o Senhor nos livre de sermos ou de agirmos assim, e nos afaste dessas pessoas, para as quais a Bíblia Sagrada tem uma designação bastante específica: falsos profetas. (“Deus nos livre e guarde! Amém e amém!”).

© Amor-Perfeito

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