Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Lucas 16: 10.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito” – Lc. 16: 10.

Parece que o resumo desse verso seria algo como “quem é fiel, é fiel e pronto” e “quem é injusto, é injusto e pronto”. O verso fala em “mínimo” e “muito”, mas o fato é que não há diferença entre uma coisa e outra. Se a pessoa é fiel e justa, ela será fiel e justa sempre, e não haverá variação. Talvez o verso pretenda nos ensinar a identificar alguém nessas condições. Eu, particularmente, entendo que a fidelidade e a justiça são partes indissociáveis da pessoa, e tenho minhas dúvidas se isso é passível de ser mudado. A natureza humana, pecaminosa, e o caráter e/ou a índole do ser humano, são coisas imutáveis, na minha modesta opinião.

Vaso” ruim é “vaso” ruim! Será mesmo assim? Pode até ser que eu seja pessimista demais nessa matéria, porém, ninguém tira de mim esse pensamento. Claro que por influência do Senhor alguém até pode mudar ou melhorar seus atos e condutas, seu modo de ser, e eu devo acreditar nisso (em exercício de fé…) por fidelidade a Deus. Contudo, a verdade é que eu acredito no Poder de Deus, pelo que sinto e vejo, mas em relação à eventual mudança na essência das pessoas, sendo totalmente honesto, eu desconfio e muito. Francamente não sei se o caráter e/ou a índole de alguém podem sofrer mudanças, seja para o bem seja para o mal. De todo modo, como está escrito, nada é impossível para Deus…

Assim, cada um é o que é, e que todos convivam da melhor maneira com o “caos de egos” de qualquer “ajuntamento humano”. Existem vários “ajuntamentos humanos” nessa vida, veja-se bem, sendo que muitos deles nós somos obrigados a suportar. E há, também, indesejados encontros ocasionais (alguns fatais…) que, se pudéssemos, certamente evitaríamos. Logo, a chance de nos depararmos com pessoas de má índole e de caráter duvidoso (ou mau caráter mesmo) é considerável. Acontece, de fato, e isso é tão certo quanto o amanhecer despedindo a noite, dia após dia. E que o Senhor nos ajude e nos proteja das más ações dessas pessoas e de suas consequências, comumente nefastas.  

De todo modo, trata-se da vida, de condição da vida, e já dizia Guimarães Rosa: “Viver é muito perigoso” (c’est la vie…). O bom nisso tudo, no entanto, é a parte em que nós nos vemos como justos e fiéis diante de Deus Pai. Isso é coisa íntima, que se dá entre cada um de nós e o Senhor. Se a fidelidade e a justiça compõem o nosso ser, e se é esse o nosso constante estado de espírito, agradeçamos a Deus pela graça de termos nascido com esses bons predicados. Tenhamos sempre a certeza de que não é pouca coisa sermos assim. A injustiça (qualquer injustiça) é odiosa e a infidelidade, coisa vil, desprezível. A mínima variação nesse tema é, portanto, mau sinal. Logo, nesse passo, ou somos fiéis e justos em todas as coisas, ou somos infiéis e injustos (em todas as coisas): não há meio termo tampouco se admite qualquer oscilação.

© Amor-Perfeito

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