Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Romanos 2: 28.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Não é judeu o que o é circuncisão, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne” – Rm. 2: 28.

A questão da circuncisão é complexa e longa, e desvendá-la toda demandaria muito mais espaço do que tenho aqui para escrever. Porém, a circuncisão é um sinal externo no corpo de um homem, que simboliza a sua entrega para Deus. Claro que pondo a coisa desse modo, eu fui econômico com as palavras. O sinal era, de fato, exterior, porque no corpo, mas ninguém ficava mostrando a ausência do prepúcio em si mesmo, “a torto e a direito”, publicamente, ao léu. As roupas normalmente cobriam o membro circuncidado do homem, visto que vê-lo ou mostrá-lo denotava (e denota) intimidade.

A circuncisão, que antes era e em alguns casos ainda é um ato material, com resultado físico visível, pelo Novo Testamento foi alçada também à condição de ensinamento espiritual. Vez que no passado, e também nos nossos dias, os Judeus praticavam e praticam a circuncisão, como ritual de aproximação e intimidade com Deus, hoje em dia fala-se muito sobre a “circuncisão do coração”. “Circuncisão do coração” nada mais é do que a predisposição da pessoa (homem ou mulher) de viver de acordo com os preceitos do Senhor, de amá-Lo sobre todas as coisas, de a Ele se entregar e de servi-Lo. Aliás, o verso seguinte ao do acima transcrito, nos ensina: Mas é judeu o que é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra, e cujo louvor não provém dos homens, mas de DeusRomanos 2: 29. (Isso, praticamente, já nos diz tudo o que precisaríamos ouvir).

São verdadeiramente lindas essas palavras do verso 29, visto que a Bíblia Sagrada nos diz que importa para Deus a “circuncisão espiritual”, não a “material”, e isso inclui também as mulheres na coisa toda. Essa situação nos coloca, ainda (todos nós), “contra a parede”, visto que tal circunstância aumenta consideravelmente a nossa responsabilidade perante Deus Pai e os homens. Eu poderia, pois, em tese, ser circuncidado, se Judeu eu fosse, mas, ao mesmo tempo, eu poderia estar completamente apartado e longe de Deus. Eu seria, pois, Judeu (na carne), mas somente no exterior (não no espírito). No mesmo diapasão, há muitos cristãos (cristãs) ou crentes por aí, que se dizem cristãos (cristãs) ou crentes, mas só o são na aparência, visto que seus corações não foram “circuncidados”, e estão apartados(as) e longe de Deus Pai. E aqui reside uma diferença básica: o Judeu pode mostrar a sua circuncisão, que é física (apesar de que nada pode representar…); o cristão (cristã) ou crente, não, visto que sua “circuncisão” é eminentemente espiritual, interna, invisível.

E, por fim, uma das mais belas parábolas que extraio dessa nossa conversa, concerne ao fato de que a primeira circuncisão, apesar de física e visível, estava ligada à intimidade (como já mencionado acima, de passagem, aliás), visto que o pênis, por lógica, fica fora das vistas das demais pessoas. Era, portanto, uma aliança entre o circuncidado e Deus Pai, e, talvez, com menor participação, com sua mulher, que o via nu vez por outra. O coração, por sua vez, objeto da “segunda circuncisão”, está inacessível à vista e ao julgamento das demais pessoas, e “funciona” melhor, s.m.j., que a circuncisão original, visto que somente o Senhor o sonda (o coração) e a ele tem acesso. A intimidade da “segunda circuncisão”, com todo respeito a qualquer credo ou religião, me parece, portanto, melhor do que a primeira, notadamente porque a relação que se trava aqui se dá somente entre o próprio interessado e o Senhor, Deus Pai em Pessoa. Ora, se a circuncisão original pode ser falseada (por ser física), a do coração (espiritual), jamais, logo, a segunda é superior à primeira. Em suma, a honestidade e a integridade dos nossos corações em relação ao Senhor são medidas espiritual e intimamente, e se alguém não as tem, nenhuma outra marca ou quaisquer sinais exteriores as substituem. E se houver intimidade, se de fato existir, não há como contornar isso. Bem, e quanto a você? Seu coração está realmente “circuncidado” ao Senhor? Você é crente ou cristão (cristã) no espírito ou só “na letra”? Responda a Ele, diretamente, pela via íntima do seu coração.

© Amor-Perfeito

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