Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Deuteronômio 10: 18.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ele faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe alimento e vestes” – Dt. 10: 18.

O “Ele” do verso é ninguém mais do que o Senhor Deus, caso alguém não tenha notado. Para o Povo de Israel existiam leis ditando regras sobre o acolhimento dos órfãos, das viúvas e dos estrangeiros. Importante frisar que havia literalidade nisso, ou seja, a maneira pela qual as pessoas nessas condições deviam ser tratadas pelos demais do povo estava expressa no Velho Testamento, e exigia-se observância de todos, nesse sentido. Esse contexto material de tratamento e cuidado era inerente à sociedade da época e, quando praticado, evitava privações e miséria de pessoas eventualmente expostas às vicissitudes da vida. Se aquela pessoa que podia ajudar, não ajudasse, o verso nos ensina que Deus lhe faria justiça.

Não é diferente conosco, hoje em dia. Nós também devemos ajudar os necessitados que Deus coloque, porventura, em nossos caminhos. E aqui a lista aumenta um pouco (pobres, doentes, famintos Etc.), como era lá atrás, na Antiguidade, aliás. A situação de prática constante de fraternidade e de compaixão é e será a mesma em todos os tempos. Em síntese: sempre. Ocorre que nos nossos dias as coisas mudaram bastante, e não vivemos mais segundo os rudimentos dos tempos Bíblicos. A nossa realidade é completamente diferente daquela que viveram os nossos semelhantes mais longínquos. Hodiernamente, porém, nós podemos extrair do verso um significado mais profundo, de cunho espiritual, apesar de nada abstrato. Lógico que isso tudo sem perdermos de vista o aspecto material da coisa toda, acima comentado.

Bem, é fácil aferir que o órfão e a viúva são pessoas, geralmente, enfraquecidas ou expostas por suas respectivas situações. Ao órfão lhe falta seu pai, ou sua mãe, ou mesmo ambos. E viúva é aquela que não tem marido, cujo esposo morreu, faleceu, foi-se. Apreende-se disso que o órfão é alguém que comumente carece de cuidados e de amor/carinho, talvez até de recursos. E como o homem, no curso dos tempos, sempre foi tido como provedor da família, a viúva estaria, em tese, destituída de recursos e de cuidados. Órfão e viúva estariam, pois, em possível situação de carência e/ou de penúria. Por isso deveriam ser ajudados materialmente, nos termos da Lei Divina.

Espiritualmente falando, no entanto, “órfão” seria aquele que não tem o Senhor próximo de si e está, por conta disso, carente de Deus, desprovido de cuidados (não tem Pai). E “viúva”, considerando que Jesus é o “Noivo” (da igreja), é a pessoa “sem marido” (não tem a Jesus), e está sem a perspectiva de ter intimidade com Deus, portanto, está também carente de Deus, e igualmente desprovida de cuidados. Pessoas nessas condições, em termos espirituais (veja-se bem), estão sozinhas no Mundo. Todos nós, certamente, já nos vimos na situação em que éramos “órfãos” e “viúvas”, até que nos defrontamos com a oportunidade de nos entregarmos ao Senhor, por Jesus. Mesmo os nascidos em lares cristãos, visto que pender para Cristo é uma decisão pessoal, passam por isto. Daí a responsabilidade dos que conhecem e “andam” com o Senhor Jesus de levar a Palavra de Deus e a salvação aos descrentes: A religião pura e imaculada para com nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e guardar-se incontaminado do mundoTiago 1: 27.  

E quanto aos estrangeiros? A regra antiga dizia que os estrangeiros deveriam ser acolhidos com hospitalidade e cordialidade pelo Povo de Israel. Amai os estrangeiros, pois fostes estrangeiros no EgitoDeuteronômio 10: 19. Ora, todos os que amam o Cristo de Deus, e o próprio Deus, são considerados como “peregrinos em terra estranha”. E “Egito” é sinônimo (espiritual) de “Mundo”. Logo, quando nos convertemos a Jesus, “saímos do Mundo” e passamos à condição de “peregrinos”, rumo à Terra Prometida. De fato: (…) a nossa pátria está nos céus, de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, (…)Filipenses 3: 20. E “peregrino” nada mais é do que “estrangeiro”. Nós somos “estrangeiros” para os cidadãos do “Egito”, e estes são “estrangeiros” para nós (mas nós lhes devemos o amor). Assim, se nós, como filhos de Deus, já não estamos mais na condição de “órfãos” e de “viúvas”; e se nós nos conscientizarmos de que ainda há muita gente no “Egito”, a nossa obrigação maior nessa vida será a de apresentar-lhes o Senhor Jesus, certos de que Deus Pai, que cuida de nós, cuidará deles do mesmo modo, suprindo-lhes as carências com justiça, e lhes dando “sustento e vestes” (Tudo). Já não serão mais “órfãos” e “viúvas”, e serão “peregrinos” como nós, “estrangeiros”, em Cristo Jesus.   

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