Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

1 Coríntios 16: 22.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema! Maranata” – 1 Co. 16: 22.

Amar a Deus é um Mandamento. Amar a Jesus é o mesmo que amar a Deus. Logo, temos a obrigação de amar o Senhor Jesus. A primeira parte do verso parece meio forte, reconheço, especialmente porque nos diz que quem não ama a Jesus deve ser considerado como anátema. “Anátema” é uma palavra cujo significado corrente e atual varia bastante, mas nenhum é bom: excomunhão, execração, maldição, reprovação enérgica. O verbete Anáthema, no entanto, vem do grego, e quer dizer “coisa posta de lado”.

Ora, extraímos o verso acima da primeira Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios. Os significados atuais da palavra “anátema” me parecem um pouco inadequados para aquilo que, provavelmente, Paulo queria dizer. É certo que Paulo reprovava energicamente todos os que negavam a Jesus como sendo o legítimo Filho e Cristo de Deus. Contudo, ele amava as pessoas, era o Apóstolo dos Gentios, e o primeiro estado de espírito que via nas pessoas que não conheciam o Mestre era, no mínimo, a indiferença. Nem por isso a conduta de Paulo seria excomungar, execrar e considerar essas pessoas malditas. Creio que não. Paulo queria salvar suas almas e uma atitude como essa as afastaria dele. 

Ora, nós devemos nos lembrar de que Paulo era pessoa muito culta e que conhecia bem o grego, dentre outras línguas. Portanto, com boa chance de acerto de nossa parte, nós podemos presumir que Paulo tinha em mente dizer que não se devia perder tempo com aqueles que, cientes de quem era Jesus, mesmo assim não O amavam e, outros tantos, ainda assim, O odiavam. Se puséssemos em análise uma singela pergunta, na qual por hipótese se dissesse a Paulo que ele teria a chance de salvar uma ou mais dessas pessoas, convertendo-as a Cristo, será que Paulo as consideraria como excomungadas, execradas e malditas? Claro que não! Paulo faria de tudo para apresentar o Mestre a elas. Logo, pelo verso e contexto, parece que Paulo se utilizou da tradução em grego, e não da atual, da palavra “anátema”; isto é, Paulo dizia (quis dizer) que quem não amava a Jesus, deveria “ser posto de lado”, e os esforços na pregação da Palavra de Deus deveriam ser canalizados aos que queriam ouvir e lhes davam atenção.

O idioma (ou a língua) com o qual nos comunicamos, e mesmo qualquer outro dentre os que existem, não são estanques, fechados, definitivos. Não. Pelo contrário, os idiomas tendem a ser “vivos”, “mutantes”, isto é, estão em constante mudança e adaptação. Fenômeno de nossa época surgiu com a informática e a internet, e várias palavras antes inexistentes foram criadas e agregadas ao nosso vocabulário, e hoje em dia fazem parte de nosso cotidiano, com alto grau de normalidade (com se sempre tivessem existido). Outras palavras, que consideramos normais e corriqueiras, por outro lado, são verdadeiras barbaridades, que utilizamos sem nenhuma culpa ou pudor. Um exemplo? A palavra “coitado”, que nós todos empregamos com frequência, e quer indicar que alguém sofreu ou está a sofrer alguma desventura, vem de “coito”, preciso dizer algo mais? Certamente o termo “coitado”, no passado, devia ser algo ofensivo e rude, mas perdeu essa característica com o tempo, e seu significado abrandou, ficou mais “leve”, inocente até, e aí está.

De outra sorte, amar o Senhor Jesus deve ser algo natural. É um amor que surge e brota, antes de qualquer coisa, por causa da gratidão que a Ele devemos. Por Ele ter nos amado primeiro, sendo nós ainda pecadores, pelo Seu sacrifício visando a nossa salvação, pela vida eterna, pelo resgate e redenção de nossas almas. Se nós fomos (e somos) alvos do Seu amor, como não amá-Lo? Qualquer pessoa que conheça minimamente a Obra de Jesus deve mesmo amá-Lo. E querê-Lo perto de si. Aliás, consta que “Perto está o Senhor!” é a versão grega de Maranata, que é, na verdade, uma expressão em Aramaico, idioma nativo de Jesus. Essa versão Aramaica quer dizer “Vem, nosso Senhor!”. O significado de “Maranata”, pois, resiste íntegro pelos séculos, sem sombra de variação alguma; tal qual é o Senhor Deus, nosso Refúgio e Fortaleza. E hoje em dia, nós, que amamos o Mestre, com alegria e júbilos clamamos, em uníssono: Maranata! Vem, Senhor Jesus!      

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