Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

João 21: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros” – Jo. 21: 15.

Apascentar é, no sentido literal, levar os animais (ruminantes) sob seus cuidados ao pasto, bem como vigiá-los e guardá-los durante o pasto, protegendo-os dos perigos e das ameaças que constantemente os rondam. Logo, pastorear é observar o pasto e cuidar do rebanho, conduzindo-o quando necessário. Porém, há o sentido figurado, cujo significado é oferecer alimento espiritual, doutrinar, cuidar e conduzir; no caso, claro, nós estamos falando de pessoas (vidas) e do Reino de Deus. No verso acima transcrito Jesus pergunta a Pedro se ele O amava e, com a resposta positiva, Ele pede a Pedro que apascente os Seus cordeiros. Isso porque Jesus ia para o Pai, e não mais estaria presente, de forma física, entre Seus discípulos e em meio ao povo. O Mestre repete essa mesma pergunta por três vezes, mas na segunda e na terceira substitui “cordeiros” por “ovelhas” (ao menos na minha Bíblia, está assim).  

Todos nós sabemos que “ovelhas” são equivalentes a pessoas de alguma congregação, sob os cuidados de um pastor. O “rebanho” é a comunidade toda, os frequentadores de certa igreja. Ou podemos ir mais longe e dizer que “rebanho” é todo o Povo de Deus, todos os cristãos, ou crentes em Jesus, do Mundo contemporâneo, e também de todas as épocas. Aqui, neste caso mais amplo, o Pastor é Jesus. Quando Jesus pediu a Pedro que pastoreasse ou apascentasse as Suas ovelhas, Pedro se tornaria um pastor (de Jesus), talvez, o primeiro pastor comissionado da História. Por isso que o Papa é considerado pelos católicos como pastor de Cristo na Terra, visto que São Pedro teria sido o primeiro pastor (ou Papa) da longa linhagem de Papas, que hoje conhecemos; e o Papa (qualquer Papa), seria, pois, por conta disso, sucessor de Pedro, o então primeiro Papa. E prova disso está no fato de que o templo principal da Igreja Católica é a Basílica de São Pedro (lindíssima, por sinal, além de abrigar a extraordinária ‘Pietà’, estátua do gênio Michelangelo), cuja localização, como a maioria deve saber, é no Vaticano (em Roma, Itália).

Eu não quero chocar nem escandalizar ninguém, tampouco criar qualquer polêmica. Mas, honestamente, eu não sou católico, nem protestante, e muito menos evangélico. E antes que alguém “me jogue uma pedra”, explico: se a pessoa ama a Jesus, de verdade e sinceramente, e O reconhece como único Senhor e Salvador (Atos 4: 12), então essa pessoa é minha irmã em Cristo. Não importa o “rótulo” no qual se encaixe, ou a qual denominação esteja vinculada. Se amar a Jesus, se reconhecer sua dependência de Deus, e se tiver compaixão pelo próximo, bem, isso é o suficiente pra mim: é meu irmão, é minha irmã. Quanto a mim, bem, eu sou apenas um humilde cristão ou, se alguém preferir, tão somente um pequenino crente em Jesus. Isso me basta, isso me é suficiente.

O Povo de Deus, por seu turno, está espalhado pelo Planeta, e não é nome de igreja que o separa ou o divide, mas, sim, é o Senhor Jesus Cristo que o une, e o une de forma indissociável. Eu respeito a todos, não importa a condição em que estejam, ou o nome da religião que professam: considerando Jesus como Senhor e Salvador, e sendo isso o que temos em comum, tal realidade se sobrepõe a qualquer sistema humano. E quanto ao pastor, bem, este deve ter o dom de cuidado. Deve primar pela união. Apascentar o Povo de Deus não é tarefa para qualquer pessoa, e demanda muita responsabilidade, sacrifícios e privações. Quem se coloca nessa posição assume uma série de obrigações extremamente severas perante Deus Pai. Por isso a necessidade do dom. Não se brinca com tal empreitada. Simão Pedro foi um grande homem de Deus, que andou com Jesus, e depois cuidou do rebanho do Mestre. Sua morte, consta, foi igual à de Jesus, porém, Pedro, que não se sentia digno de morrer como o Raboni, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, e assim lhe foi feito. Este é o motivo do pelo qual em alguns símbolos ou utensílios católicos a cruz aparece de cabeça para baixo: ela simboliza São Pedro, Simão Pedro. Por fim, e por outro ângulo, amar a Jesus e apascentar as ovelhas Dele parece ser uma obrigação de todos nós, em menor escala. Todos nós podemos cuidar uns dos outros, em amor. Se assim for, seremos todos irmãos em Cristo Jesus, e já não nos fará sentido algum prendermo-nos a qualquer “rótulo”, seja ele qual for (vide Marcos 12: 28 a 34).

© Amor-Perfeito

 

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