Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Tiago 2: 13.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“… porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo!” – Tg. 2: 13.

Eis aqui uma situação bastante importante (e sensível!) na vida de qualquer pessoa, e que requer profunda reflexão. Autorreflexão (palavra horrível de se escrever, mas conforme o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa…). Há pessoas que são inflexíveis (consigo mesmas e com os outros, principalmente) e não conseguem deixar de condenar e julgar as escolhas e os deslizes alheios. E como “errar é humano”, os equívocos do ser humano são certos e esperados. Aliás, quem é sábio sabe: “A frase ‘errar é humano’ não é uma justificativa, é uma explicação” – Mário Sérgio Cortella. Fantástica essa colocação, não?    

Continuando, certo é que nós não vivemos mais nos tempos em que eram exigidos sacrifícios de sangue para a justificação de pecados, apesar de que ser crente em Jesus, ou cristão, hoje em dia (e sempre), certamente exige de todos nós muito esforço e bastante comprometimento. A coisa toda é séria. E o Senhor Jesus, certa vez, disse: Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Pois eu não vim chamar os justos, e, sim, os pecadores ao arrependimentoMateus 9: 13. O Mestre dizia claramente que não existiam justos entre os homens, mas tão somente os que “se achavam justos”. E é essa a realidade do nosso tempo, e de todos os tempos: não há um justo sequer, nem nunca houve (Romanos 3: 10 a 18), com uma única exceção (Graças a Deus!), que foi justamente o Senhor Jesus, quando veio como homem.

Logo, quem condena o seu próximo, segundo o verso sofrerá pesado juízo. Uma pessoa nessa condição “pensa” que é justa, porém, justa é exatamente o que ela não é. Se não tem misericórdia, falta-lhe compaixão. “Àqueles a quem falta compaixão falta também a qualidade de humanidade. Não são meus irmãos” – Rubens Alves. Esse tipo de gente anda por aí autoiludida, e quando se autodeclaram servos de Cristo, bem, aí o prejuízo para o Reino de Deus é certo. E imenso. “A condenação sempre implica algum grau de hipocrisia e de distanciamento daquele que condenamos” – Dallas Willard. A condenação e o julgamento causam divisões e rancores complicados de serem solucionados. E quem isso faz, condena-se a si próprio, de fato, mas causa um mal enorme à outra parte, na medida em que a coloca em situação desconfortável e a descarta, como se lixo fosse, mas é um “pequenino” de Deus, na verdade (todos são). Por aqui se vê o tamanho da afronta a Deus, que essa pessoa comete, geralmente por legalismo e/ou religiosidade, com fins, no mais das vezes, de autoafirmação e autojustificação.

Veja-se um interessante dado histórico, de tempos idos: “Tribos antigas tinham o costume de às vezes banir um indivíduo do grupo. Os excluídos eram forçados pelos interesses da comunidade a viver nas trevas, além dos limites em que o fogo e a luz da tribo davam às coisas contornos visíveis. Esse costume, com nova roupagem, não é incomum atualmente” – Dallas Willard. Esse era, pois, segundo o autor mencionado, um costume antigo, que com nova roupagem seria (é) aplicado hoje, contudo, pelos preceitos Bíblicos ora comentados, quem está “em trevas” não é a vítima da condenação ou do julgamento (que há de se entender com o Senhor…), mas, sim, o pretenso ofensor. Aquele que julga e condena “pensa” que “está banindo” o ofendido, deixando-lhe à margem do “fogo e da luz”, porém, quem está nessa condição (“em trevas”) é ele mesmo, por ignorante voluntariedade, para satisfazer seus interesses próprios e se autojustificar. É um coitado! Precisa com urgência se converter a Cristo Jesus e ao Evangelho de amor de Deus Pai. E isso, também, para “economizar” sofrimento pessoal, para deixar de ser pessoa inconveniente e para evitar ser motivo de desprezo (talvez, de piada até) por seus irmãos. Demais disso: “Não é psicologicamente possível que conheçamos a misericórdia que Deus tem por nós e ao mesmo tempo sejamos duros para com os outros” – Dallas Willard. Logo, quem está apto para julgar e condenar é Deus, e só Ele! No tempo Dele! Para os que gostam de julgar e condenar, portanto, CUIDADO! Pois que “A misericórdia triunfa sobre o juízo!”Tiago 2: 13. Por fim, um útil “recado” para os(as) caros(as) Srs.(as) julgadores(as) desavisados(as): Deus conhece todas as suas injustiças e todos os seus pecados (que não são diferentes dos das outras pessoas – ora, cada um tem os seus…).

© Amor-Perfeito

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: