Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Números 14: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito?” – Nm. 14: 3.

O contexto do verso faz parte do Êxodo, durante o período de peregrinação do Povo de Israel pelo deserto, com Moisés na dianteira e no comando. Eles, o povo, tinham visto inúmeras maravilhas de Deus, além do livramento da escravidão e da própria presença do Senhor, que se manifestava a eles de forma visível e física. Contudo, mesmo diante de tanta coisa, bem, ainda assim eles murmuraram. E a murmuração teve duras consequências àquele povo, que desagradou bastante a Deus. Às portas da Terra Prometida, por ordem de Deus eles voltaram ao deserto, até que toda aquela geração morresse e fosse substituída. Custou-lhes quarenta anos a rebeldia, além de desconfortos, perdas e de trabalho desnecessário.

O Senhor tinha todos os motivos para ficar bravo com eles, notadamente por causa das maravilhas e dos milagres feitos e, como se isso não bastasse, como dito, Ele estava presente aos olhos de todos. Como o Povo de Israel podia duvidar de Deus se via Deus? Se o Senhor lá não estivesse, tudo bem, ainda havia uma desculpa, e não há quem não tenha falta de fé, vez por outra. Mas o Senhor estava lá! Diante deles o tempo todo! Por isso eles foram inescusáveis e sofreram os efeitos do agravo. Crise de confiança não é algo extraordinário para nós, hoje em dia, mas naquela situação era uma afronta. Com todo respeito àquelas pessoas, elas mais pareciam crianças mimadas, tendo em vista o contexto. E foram desobedientes e rebeldes com seus atos e estado de espírito.

Trazendo essa situação para o nosso tempo, graças a Deus que o tratamento para conosco é pós-Jesus. Explico. No Velho Testamento as regras eram mais inflexíveis e a natureza humana, talvez, tenha vencido o Criador que, com misericórdia e amor, houve por bem afrouxar um pouco o nosso viver. Esse “afrouxar”, entretanto, não significa liberdade total, sem limites, veja-se bem. Apenas facilita a nossa vida, justamente porque somos falhos, fracos e inconstantes. Nós temos imensa dificuldade de nos adequarmos aos ideais de Deus, porque em certa medida somos egoístas e individualistas. É muito difícil e complicado para nós abrirmos mão de nossas vontades e interesses. Essa é a nossa natureza.

Parece que ganhamos, então, uma licença para murmurarmos. Ora, essa afirmação não é correta. O que acontece conosco é que temos um tratamento mais brando em relação ao Povo de Israel no deserto, e isso pela Graça de Deus. A murmuração negativa (duvidar de Deus e de Seu caráter), digamos assim, seria aquela em que acusamos a Deus de não fazer as coisas como queríamos que se fizesse, com rudeza e dureza de coração. Daí nós seríamos como que crianças mimadas, e nenhuma diferença haveria entre nós e o Povo de Israel no deserto. Nesse caso, mereceríamos punição. Agora, “brigar” com Deus, no bom sentido, isto é, reclamar ou falar com Deus como um filho fala com seu pai, isso é sadio, e creio que Deus se agrada disso, pois revela intimidade. Uma boa conversa com Deus, baseada em amor e fé, mas recheada de reclamações ou petições para que se mude algo, pode até parecer murmuração, porém, dependendo do estado de espírito da pessoa, não será. Depende do tom e da situação. Temos liberdade de falar com Deus Pai, mesmo que o tema da oração não seja agradável, e mesmo pareça murmuração. O que jamais devemos deixar de ter é o temor que devemos a Deus, o respeito e o amor incondicionados ao Pai, e fé. Se reclamarmos, mas com integridade e fé, murmuração não será. E se porventura, chateados ou tristes, murmurarmos, que o Senhor nos perdoe e nos acolha em Seus braços, e nos livre de qualquer aflição. Confiemos, pois, em Deus, que é amor. E jamais, nunca, sequer cogitemos “voltar ao Egito”. 

© Amor-Perfeito

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