Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 21: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A execução da justiça é alegria para o justo, mas espanto para os que praticam a iniquidade” – Pv. 21: 15.

Eu acredito na justiça, mas não na justiça dos homens. Nem por isso deixo de me alegrar quando vejo a justiça sendo feita. O grande problema é que a justiça dos homens, em geral, é (em muitos casos) parcial e venal, portanto, muito frágil e “quebradiça”, falha, sujeita a constantes erros e equívocos, fortuitos e mesmo provocados e/ou direcionados (corrupção). A ideia de homens julgando seus semelhantes, no entanto, não é de todo ruim. Há acerto nisso, mas tão somente quando vemos pessoas íntegras ocupando cargos específicos, com fim de distribuir justiça. Porém, se nos fixarmos somente no fato de que “errar é humano”, e a natureza dessa justiça é “humana”, só por isso já devemos esperar muitos absurdos e barbaridades.

Nós não podemos tratar ou falar desse assunto com hipocrisia. Sabemos que quem tem mais recursos, sempre é mais bem assistido e muitas vezes “se safa” de algo que o pobre ou o vulnerável sequer teria alguma chance de se safar. “A justiça, como as serpentes, só morde os descalços” – Eduardo Galeano. Essa é, sem sombra de dúvidas, a primeira disparidade ou desequilíbrio flagrante da justiça dos homens, em relação ao que seria justo e honesto, e também esperado. Toda e qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade não tem o mesmo tratamento da justiça, tal como aqueles que têm dinheiro, poder ou algum trunfo que lhes dê alguma vantagem. Fato. Há exceções, claro, mas no “bolo”, geralmente, é o que vemos: injustiça.

De outra sorte, há casos rumorosos nos quais esse raciocínio (da aplicação da justiça com injustiça) é aplicado ao contrário. Quando uma situação qualquer é alvo constante da mídia e da opinião pública, é preciso ter cuidado para não exceder a justiça, ainda que o desejo da maioria seja pelo excesso. A justiça boa e escorreita é aquela aplicada na justa medida, nem mais nem menos do que a ofensa representa para a sociedade, segundo a lei. E há os casos em que a justiça sequer “chega perto” do ofensor, apesar dos apelos da mídia e da vontade do povo. Quem não conhece um político “cara de pau”, v.g., que não está rico por desvios ilícitos de recursos? Há vários por aí, não? Circulam como “lordes” e têm imagem “imaculada”, mas são bandidos, como os piores bandidos, sepulcros caiados, imundos, “pústulas” entre nós. A justiça dos homens não alcança boa parte desses “cidadãos”, infelizmente. (Há vários tipos de malfeitores, com toda certeza, mas, para mim, os políticos demagogos e vis então entre os piores…).

Os que praticam a iniquidade, na verdade, contam com a inoperância prática e com a parcialidade/flexibilidade da justiça dos homens. Afinal, eles se beneficiam disso. Contudo, fato é que há outra forma de se fazer e de se receber Justiça, que é esperar em Deus. Da Justiça de Deus não há quem escape, pois que Ela não é parcial nem venal, e o ajuste com o Criador é coisa séria e certa. Nessa Justiça não há ser humano que se esquive de sofrer a pena a ele imposta, ainda que, e principalmente, no pós-vida. Veja-se que há entre nós muitos malfeitores e bandidos (especialmente políticos e agentes públicos ladrões) que desfrutam uma vida boa e farta, sustentada com o produto de desvios financeiros e de outros crimes. Para estes a execução da justiça dos homens (quando feita) é um espanto, na medida em que esta raramente os alcança. Entretanto, essas pessoas se espantarão diante de Deus Pai, depois de mortos, no Dia do Juízo, e não terão a quem recorrer, nem poder de distorcer a Lei. Eles serão irremediavelmente condenados, e não poderão contornar suas penas e punições. Verão que seus malfeitos não ficaram sem a justa paga, e se arrependerão, porém, tarde demais. Essa é a execução da Justiça (Justiça de Deus) que alegrará os justos, visto que viveram com integridade, fé e esperança, na honestidade, vendo esses atos nefastos acontecendo diariamente, sem que seus protagonistas fossem responsabilizados. Ora, ninguém escapa da Ira Divina, e todos, sem exceções, serão “pesados” na Balança da Justiça de Deus (e os que forem pegos em falta…). Todos passarão e serão provados pelo “fogo” (1 Coríntios 3: 10 a 15). Essa é a verdadeira Justiça, que alegra e sustenta os justos.

© Amor-Perfeito

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