Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Lucas 23: 8.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito, porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas. E esperava que lhe veria fazer algum sinal” – Lc. 23: 8.

Mera curiosidade? Ou será que Herodes tinha outro interesse qualquer? Parece que o poderoso Rei Herodes tinha mesmo curiosidade de ver o Senhor Jesus. Muita curiosidade. Ele ouvia falar sobre os feitos de Jesus, porém, certamente lhe interessava mais o poder dos sinais do que qualquer possível vínculo com Quem os fazia. Talvez ele quisesse para si tal poder. Provavelmente ele nem ligava para Jesus, o que ele queria era ver se podia obter para si alguma vantagem, e também ver com os próprios olhos a “novidade” do momento em Jerusalém. Jesus foi apresentado a Herodes, na presença dos principais Sacerdotes e Escribas, e perante a Corte. Todos prestavam atenção nas reações e no comportamento de Herodes, cuja pompa e altivez eram esperadas.

Esse encontro foi bastante interessante, para dizer o mínimo. De um lado, Herodes, figura poderosa dentro dos padrões humanos, mas finita e passageira () na realidade; e de outro lado o Senhor Jesus, Todo-Poderoso e Eterno, mas se apresentando com aparência de fraqueza, subjugado àquele a quem facilmente poderia sobrepujar. Bastava um “estalar de dedos” do Rabi, um singelo pensamento, e Herodes seria reduzido a nada. Contudo, Jesus cumpria Seu papel, e fazia o que era necessário para salvar a Humanidade de uma derrocada total. Graças a Ele, muitos (de nós) têm a chance de alcançar a redenção, e de evitar, assim, um destino nefasto.

Herodes, no entanto, logo perdeu o interesse em Jesus, visto que o Mestre não fez nenhum sinal à sua vista, e era isso que ele esperava ver. Diante da inércia e do silêncio de Jesus, Herodes zombou Dele e, com profundo desprezo, Lhe devolveu a Pilatos, que O mandara. A arrogância e a soberba de Herodes impediram que ele “visse” a Deus, por Jesus, tal era a sua cegueira espiritual e loucura. Dizem que os muito ricos (bilionários) e os poderosos deste nosso Mundo (alguns, talvez não todos), sofrem comumente de um mal denominado “Complexo de Deus”, que os fazem pensar em si mesmos como iluminados e diferentes do “populacho”, e a imaginar que seriam guardiões ou predestinados a fazer coisas “grandiosas”. Com isso surgem ideias e conceitos bastante maléficos. Essa perigosa obsessão (“Toda obsessão tem um nível de doença” – Mário Sérgio Cortella) traz consigo efeitos concretos (é verdade), porém, não passa de ilusão, na essência. Quanto a Herodes, bem, possivelmente, ele devia sofrer desse mal e, acima dele, apenas César.

Quem está nessa condição de vida, como o exemplo de Herodes, raramente tem olhos para Deus. Sua percepção do Sagrado é, no mais das vezes, obtusa, e não enxergam o que deveriam enxergar. Olham o exterior das coisas, e não se aprofundam Naquele que os salvaria (de si mesmos, aliás). Tateiam a “casca” do Divino, e jamais têm contato com o “núcleo”, cujo grato “conteúdo” é justamente aquilo que mais importa na vida de qualquer pessoa. Dito tudo isto, não importa se é a curiosidade que nos leva a Cristo, desde que o estado de espírito que nos direcione seja legítimo e idôneo. E não nos faz mal ter curiosidade em relação às coisas do Reino de Deus, depois de conhecer o Redentor. Contudo, nossas vidas não devem ser norteadas pela arrogância e pela soberba, pelo poder e pela riqueza, e também pelo que os outros à nossa volta esperam ou pensam de nós.

O Mestre era manso e pacífico, logo, por que devemos nós ter outra atitude? Entre a força e a virtude, o que se mostra mais adequado? Qual foi o destino de Herodes? É isso que queremos: desfrutar do que é passageiro ao invés do que é eterno? Quanto tempo dura isso, na melhor das hipóteses? A quem (Quem) devemos agradar e obedecer? Tem gente que nem rica é e nenhum poder tem, mas, mesmo assim, vive com arrogância e soberba, como se rico e poderoso fosse. Que essa não seja a nossa realidade. Contemos sempre com a Graça de Deus, e jamais deixemos de nos conduzir com humildade. Essa é toda a riqueza e todo o poder que devemos almejar. Dependência de Deus, suficiência em Cristo Jesus. E os sinais nos seguirão.

© Amor-Perfeito

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