Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Lucas 8: 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A que caiu em terra boa são os que, ouvindo a palavra, a retêm num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança” – Lc. 8: 15.

Como todos devem saber, este verso faz parte do trecho Bíblico que menciona a Parábola do Semeador. Jesus a ensinou publica e abertamente ao povo que O rodeava e frequentemente O seguia. Segundo a Bíblia Sagrada era muita gente à Sua volta: uma grande multidão. Porém, o verso acima é, precisamente, a última frase dita por Jesus quando explicava a parábola aos Seus discípulos. O Mestre explicou o significado da Parábola do Semeador, em particular, somente aos Seus seguidores mais chegados, os doze, e, talvez, a mais um punhado seleto de pessoas que os acompanhava (Lucas 8: 10 a 15). Ao povo Jesus contou a parábola “seca”, isto é, sem quaisquer comentários.

Muito se fala sobre a Parábola do Semeador. Não raro é incluída em pregações, além de sempre ser comentada por alguém. São múltiplas as interpretações que envolvem a parábola, dada a riqueza de seu conteúdo, e isso sem que se tire ou fira a sacralidade do Texto Bíblico. Chamou-me a atenção, no entanto, a parte que cita o coração honesto e bom. Primeiro, o Senhor Jesus compõe a parábola com figuras de linguagem, utilizando-se de terra e semente, planta e frutos, dentre outras coisas e situações. Isso nos dá ideia de processo, de ação contínua, porque a semente deve eclodir, a planta precisa de tempo para crescer e, por fim, na sequência e por consequência vêm os frutos. E depois de a semente eclodir e crescer, a planta entra em movimento cíclico, dando frutos periodicamente. E os frutos, ainda, variam de planta a planta (de pessoa a pessoa…).

Dentro do tempo, pois, o desafio de todo crente em Jesus é o de manter o coração honesto e bom. Durante a vida nós corremos (todos) o risco de “cair” nos outros exemplos da parábola, sendo pegos pelos cuidados com a vida (que sufocam a palavra) ou com os achaques do diabo (roubo da palavra), ou ter nossas “raízes encurtadas” devido ao “solo excessivamente pedregoso” (crise de confiança, questionamentos ou descrença). Isso tudo lembrando que “semente” é a Palavra de Deus. Alguém discorda, pois, que durante a vida muitos de nós possam vir a estar, até mesmo sem querer, entre “espinhos”, “à beira do caminho” ou “entre pedras”, e sofrer os nefastos efeitos de uma dessas situações? Se a resposta for franca, humilde e honesta, creio que não há quem duvide disso.

A desventura de se ver numa situação dessas deve ser resolvida pela própria pessoa, internamente. De nada adianta “se internar” numa igreja qualquer, porque “frequência” e “assiduidade” em igreja não faz o crente. O conjunto que se forma com o esforço pessoal, a inclinação pelo que é justo e correto, a fé em Deus, as correções do Espírito Santo, a devoção a Jesus e a leitura constante da Palavra de Deus, dentre outros atos e condutas, é que faz e forma o crente. E a ajuda de homens comumente mais atrapalha do que traz benefícios. Em suma, a questão de se ter ou não um “coração honesto e bom” só se resolve entre a pessoa e Deus, e dentro de um processo contínuo que dura a vida toda. Cada qual de nós decide minuto a minuto se seu coração será ou não considerado “terra boa”.

Afinal, somos nós o Templo, não o prédio da igreja. O Espírito de Deus está em nós, não no edifício que abriga uma congregação. Quando Jesus expulsou os mercadores e os cambistas do Templo (João 2: 13 a 22), os circunstantes, indignados, perguntaram-Lhe com que autoridade fazia aquilo. Ao que Jesus lhes respondeu: Destruí este templo, e em três dias o levantarei de novoJoão 2: 19. Pelo que os Judeus Lhe disseram que em quarenta e seis anos foi construído o Templo e em três dias Ele o levantaria de novo?Mas ele falava do templo do seu corpoJoão 2: 21. E as Escrituras nos ensinam que Seus discípulos lembraram-se desta palavra quando Jesus ressurgiu dos mortos, e creram Nele (João 2: 22). Essa passagem, combinada com a da Parábola do Semeador, nos mostra que a “terra boa” tem de ser trabalhada, demanda esforço, bem como que isso tudo é matéria a ser resolvida unicamente entre a pessoa e Deus, e ninguém mais. Parece, pois, que para se possuir um “coração honesto e bom”, bem, isso só depende de cada um de nós…

© Amor-Perfeito

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: