Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 14: 31.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que oprime ao pobre insulta àquele que o criou, mas honra-o aquele que se compadece do necessitado” – Pv. 14: 31.

Um dos dois maiores Mandamentos de Deus é o amor ao próximo. Temos, portanto, obrigação Bíblica de amarmos o próximo como nós amamos a nós mesmos. Essa é uma situação inegociável. Porém, eu admito sem medo de errar, que isso é coisa muito difícil de ser cumprida, e o Senhor, sabedor disso, nos ajuda, e nos perdoa, bem como faz os ajustes necessários em nossas vidas, tirando-nos qualquer peso. No entanto, esses não são motivos que nos levem à acomodação. Não. Devemos estar sempre atentos às necessidades das pessoas à nossa volta, e sempre pensando que podemos fazer mais do que já fizemos.

Se compadecer do necessitado é um sentimento nobre. Mas não basta apenas sentir, deve-se agir e fazer alguma coisa concreta para ajudar. Santo Agostinho disse certa vez: “Não sacia a fome quem lambe pão pintado”. O “pão pintado”, brincando com as palavras (apesar de o assunto ser sério), equivale a se compadecer de alguém e nada fazer. Só sacia a fome o pão mastigado e engolido. Portanto, não adianta ter um pensamento de piedade, de pena até, em relação a uma pessoa e, estando ao seu alcance (veja-se bem), deixar de fazer algo concreto para ajudá-la. Não se espera que nós salvemos o Mundo, mas certamente Deus Pai coloca em nossos caminhos pessoas que podem ser ajudadas materialmente por nós todos. E aqui não há pobre ou rico: de alguma forma todos podem ajudar, nem que seja dividindo um prato de comida.

Eu tenho muito agrado e apreço por essa ideia de fraternidade. Penso eu que se todos fizessem um pouquinho que fosse nesse sentido, muitas situações de miséria e de tristeza seriam contornadas. Acredito que uma das maiores funções do crente em Jesus é diminuir a fome do Mundo. Isso é possível com a união de pequenos esforços, que, unidos e somados, se tornam em um “grande” esforço. Claro que nem só de pão vive o homem, e isso implica dizer que se compadecer do necessitado também significa provê-lo de outras coisas, tanto materiais como espirituais.

Outro dia ouvi uma história de uma pessoa cuja casa pegou fogo, porque faltou energia elétrica e esqueceram uma vela acesa, que queimou até o fim, queimando a casa, inclusive. Era de madeira a casa, porque seu morador era (é) pobre. A casa ficava em uma comunidade, nome “politicamente correto”, hoje em dia, para favela, e muitos dos demais moradores (vizinhos), deram dinheiro e material de construção para o dono da casa queimada que, por ser pedreiro, não teria problemas em construir outra no lugar. Outra melhor, até, diga-se de passagem, visto que a anterior era de madeira, e essa passaria a ser de alvenaria. Mas não foi só isso que ele recebeu: muitos lhe deram abraços, palavras de conforto, “tapinhas” nas costas, e até abrigo para ele e seus familiares, pelo tempo de reconstrução. Isso que lhe fizeram (o todo) é um maravilhoso exemplo de pessoas se compadecendo de outras pessoas, necessitadas.

Eu fico feliz de ouvir uma história dessas, e mais feliz ainda de ver que há compaixão entre nós, apesar dos pesares. São as pequenas coisas, os simples atos nossos, que fazem a diferença na vida de alguém. É “trabalho de formiguinha”. Deus se alegra muito com isso. Minha avó, hoje com 94 anos, guarda moedinhas para mim, para que eu as dê para pessoas necessitadas em algum semáforo. Pela manhã deste dia em que escrevo este texto, parei em um farol (meu caminho de todo dia), no qual sempre está uma senhora pobre, vendendo balas, daquelas que se põe no retrovisor do carro. Eu estava torcendo pelo farol vermelho, para que pudesse dar as moedinhas a ela. E veio o vermelho. Chamei a senhora (ela, feliz de me ver, disse: ‘Ahh! Você de novo!’) e disse a ela, então, que fizesse uma “conchinha” com as mãos e, ato contínuo, derramei todas as moedas que guardava no cinzeiro do carro (serve pra isso o cinzeiro, vez que eu não fumo). A alegria dessa senhora me fez “ganhar” o dia. E sei que alegrei meu Pai.

© Amor-Perfeito

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