Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Lucas 4: 32.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Admiravam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade” – Lc. 4: 32.

Todas as pessoas que tiveram algum contato pessoal com Jesus, a bem ou por mal, puderam sentir sua majestade e autoridade. É trágico ver, hoje em dia, a maioria dos “líderes” religiosos exigindo observância da autoridade que supostamente o Senhor lhes deu, em alguns casos até, veja-se só, ameaçando seus fiéis com uma deturpação de um verso Bíblico que diz em outro contexto que “rebeldia é como pecado de feitiçaria” (1 Samuel 15: 23). O Evangelho de Jesus nos traz liberdade e esses “iluminados líderes” buscam “fisgar” as pessoas para si (não para Deus…), impondo-lhes peso de culpa, medo e ganância (segundo pensamento que pego emprestado do Pr. Ed René Kivitz).

Quem assim age preocupa-se com a frequência da pessoa na igreja respectiva, a fim de preponderantemente receber dela o dízimo e se autojustificar. Dificilmente há outro interesse desse suposto “líder”, salvo outros que dizem respeito ao próprio ventre. Por isso esses “estelionatários da fé” são obrigados a cobrar autoridade para si, sempre lembrando os fiéis da gravidade do pecado que é não reconhecer isso ou atuar com “rebeldia”. Tiram até a autodefesa do seguidor, impedindo-o de refletir e de pensar, transformando-o num “autômato”, quase um escravo dos tempos modernos. A manipulação da mente faz isso, e quem se recusa a pensar (muitos hoje em dia…) é presa fácil.

Eu aproveito o ensejo para dizer (como testemunho) que frequentei certa igreja anos atrás, e depois de dois anos saí correndo dela para nunca mais voltar, com a graça de Deus (uma Palavra que julgo ter sido Deus Quem me deu, à época – Provérbios 5: 1 a 14). Com o tempo não percebi as barbaridades ditas com sutileza e distorção da Palavra de Deus, porém, quando me envolvi no trabalho isso me foi literalmente “escancarado”. Pedi a Deus sabedoria e Ele me guiou até a grata saída de lá. Nessa transição eu dizia às pessoas que quem lia, de fato, a Bíblia, não podia ficar lá, pois veria os equívocos, para não dizer heresias. Ora, eu conheci um presbítero que não havia lido a Bíblia inteira. Pois é: manipulação, igreja sempre cheia, “show” ao invés de culto, imagem impecável, justificativas para tudo sempre na ponta da língua, dentre outras coisas vis. Veja-se um nefasto, mas comum “sintoma” dessa situação: os frequentadores desse tipo de igreja (ou seita) não defendem a Trindade e o Evangelho, mas o dono (ou a cúpula) da igreja e a doutrina que ele criou.

A Doutrina, falando nisso, com letra maiúscula (note-se bem), aliás, não pode ser outra que não a extraída da própria Bíblia Sagrada. Não é errado uma igreja criar um modo de se levar as coisas, e até mesmo ter algumas regras para se evitar eventual desordem, mas se, com isso, usurpar a Palavra de Deus, não, aí não é admissível e se trata de heresia, no mais das vezes. As pessoas do tempo de Jesus admiravam-se de Sua Doutrina, por certo, visto que era a Correta, a Original (por assim dizer…), vinda do Céu. E de Jesus emanava autoridade: era algo natural que O acompanhava. Alguém já leu na Bíblia Jesus exigindo para Si autoridade? Claro que não. Por isso, desconfie de alguém que te peça isso: provavelmente é um falso cristão, que não se importa com você.

Muitos se confundem com essa situação porque buscam comparativo no sistema do Mundo. Um Policial, um Delegado, um Promotor, um Juiz, um Ministro de Estado, um Governador, um Presidente etc., não têm autoridade por si só, ora, a autoridade da qual eles são investidos advém do cargo, não da pessoa que o ocupa. Sai do cargo, acaba a autoridade, passa a ser “ex” alguma coisa. Com Jesus é diferente: Sua autoridade é inata e inerente, com Ele naturalmente se confunde, pois que advém de Deus, e Jesus é Deus. Do Mestre “exala” autoridade, e Ele jamais deixará de tê-la. Nenhum outro homem tem essa autoridade, não do modo como Jesus a tem, e se alguém tem alguma autoridade (que tenha realmente sido dada por Deus), o modo pelo qual essa autoridade se manifesta, aí sim, é igual à do Mestre: ela emana da pessoa, naturalmente, sem cobranças ou exigências. Respeito (ou autoridade) é algo conquistado pela maneira de ser e de se conduzir de alguém, não algo que se exige e que se obtém pela força (neste último caso é uma falsa autoridade, que só traz benefícios a quem diz possuí-la). 

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