Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 10: 2.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Os tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a justiça livra da morte” – Pv. 10: 2.

Dá para imaginar alguém rico, vivendo regaladamente no luxo e no conforto, tendo tudo o que quiser ter e, sendo esta a realidade, será mesmo possível dizer que essa pessoa não aproveita do que tem à sua disposição? Em condições normais, a resposta parece ser negativa. No entanto, no verso há uma condicionante, que é o confronto entre a impiedade e a justiça. Ainda assim, o ímpio, aquele que tem bens e riqueza adquiridos de forma ilícita, ora, ele não aproveita tudo isso? Resposta franca e honesta: sim, ele aproveita. Então a afirmação do verso está errada?

Não, não está errada. Errado está o enfoque. O caso é que bens e riqueza, como quase tudo na vida, são coisas transitórias. Porém, proporcionam aos seus detentores uma vida mais tranquila, ou mais folgada, mais cheia de bens materiais e de “facilidades”. Logo, aquele que age com impiedade e adquire para si riquezas e bens, ou o produto de um crime, desfruta disso, sim, se puder. Se suas ações o levaram a ter algo que lhe não era devido, ou se com elas ficou rico, e passar despercebido seu comportamento ilícito, ele desfrutará, de fato, daquilo que amealhou. Qual é o enfoque correto, pois?

Ora, não é difícil perceber que o verso nos leva ao pós-vida, ao momento de prestar contas perante o Criador. Já foi dito que ser rico não é pecado; pecado é ajuntar tesouros com impiedade. E impiedade é ser corrompido e corromper, de algum modo, a fim de obter bens e riquezas. O verso nos diz que quem atua com justiça se livra da morte, logo, quem atua com impiedade terá a morte como destino. E, apesar de o Inferno ser algo tangível (não com significado de palpável, mas no sentido figurado de ser possível crer em sua existência), em termos Bíblicos “morte” também é “separação de Deus”. Somando um raciocínio ao outro, chegado ao ser humano o momento de sua morte física, no além para ele será a Eternidade sem Deus, ou, justamente, o Inferno.

Por conta disso, os que creem em Deus e na Sua Justiça, tomam o cuidado de agir sempre com integridade durante a vida, deixando a impiedade de lado, pois esta equivale à morte. Quem se pôs sob a proteção do Senhor tem paz para viver sua vida do modo como ela naturalmente se desenrola. Há confiança em Deus: estas pessoas sabem que seu sustento vem do Céu, não da força de seus braços. É um modo de pensar e de ver as coisas, isto é, por mais que seja eu quem trabalhe, é o Senhor quem me dá as oportunidades, faz o tempo, dita o modo, enfim, Ele proporciona todas as condições que eu preciso para ser o que sou e fazer o que faço. Eu creio nisso, e não quero jamais “colocar minha cabeça em meu travesseiro”, ao me deitar à noite, e ter de lidar com um “peso” de impiedade qualquer. Quero ser livre (Nele!), e viver de forma leve. Calcado na Justiça de Deus. Agradando-O. Não sei se o ímpio sente algum peso, nem sei se sabe o que é isso. O que sei é que quero estar entre aqueles que se adéquam à segunda parte do verso. Vivo, e não morto. E ao morrer fisicamente, permanecer vivo em Jesus, como prometido está (1 Coríntios 15: 53 a 57, e 58). Ora, logo (se assim for…): Melhor é o pouco, com justiça, do que grandes rendas, com injustiçaProvérbios 16: 8. Que a bendita provisão de Deus, escolhida e separada para cada um de nós, nos seja suficiente nesta vida. E que nenhum de nós penda para a impiedade, visto que à impiedade está atrelado um final infeliz. E definitivo.     

© Amor-Perfeito

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