Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

1 Coríntios 8: 2.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Se alguém pensa saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber” – 1 Co. 8: 2.

Partindo do princípio que o “saber” do verso pode estar ligado à “sabedoria” ou à “inteligência” de qualquer pessoa (ou à falta de…), quando o li foi inevitável em mim a lembrança de um pensamento, de autoria desconhecida, que diz assim: “Quem sabe muito, ouve; quem sabe pouco, fala. Quem sabe muito, pergunta; quem sabe pouco, opina”. E, ainda, uma feliz colocação de outro “anônimo”, que disse por aí “Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, daí vem a vida e muda todas as perguntas”. E fui lembrando-me de outras tantas reflexões no mesmo sentido, até que me deparei com esta: “Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas do que pelas suas respostas” – Voltaire. Quem dá tanta sabedoria aos homens?

Ora, essa pergunta é fácil de responder: o Senhor, Deus. Toda sabedoria vem de Deus, e o Senhor a dá a quem Ele quiser. Isso significa que alguém de outra religião ou credo pode ser sábio? Resposta franca e honesta: sim. Quer uma prova? Pois eu a dou: “A sabedoria é interativa, ela provém da vida e não da conjectura ou da cognição” – Nilton Bonder. Veja que bela e exata descrição de sabedoria, e dita por um Rabino. E que ninguém confunda, por favor, “sabedoria” com “inteligência”. Com base nessa última assertiva forneço, pois, outra prova de sabedoria, agora vinda de um Padre: “Há grande diferença entre a sabedoria de um homem iluminado e devoto e a ciência de um letrado e estudioso. Muito mais nobre é a doutrina que vem do céu, por inspiração divina, do que aquilo que o engenho humano à custa de muito esforço– Tomás de Kempis. Um ateu pode ser sábio? Sim, sábio e inteligente também. Inteligência advém de dom e de esforço, sabedoria, de Deus (Tiago 1: 5).

A grande questão do verso, central, no entanto, parece que não está em ser ou não sábio e/ou inteligente, mas como a pessoa se comporta pela vida diante dos homens e de Deus, com o que sabe. Ou se apenas tem a aparência de ser sábia e/ou inteligente, estando autoenganada ou não (Provérbios 26: 12). O Padre Tomás de Kempis diz, com propriedade e acerto, que: “Não há sabedoria que aproveite se (Deus Pai) deixar de a governar”. E ele escreveu isso no Século XV, diga-se de passagem, sendo este um pequeno trecho de sua obra intitulada “A imitação de Cristo”. Logo, o “saber” do verso está intimamente ligado à humildade da pessoa, não?

Neste texto eu peço desculpas e licença a todos (ao mesmo tempo), vez que estou me servindo de frases e reflexões alheias, justamente para compor a mensagem baseada no verso acima transcrito. E é nessa esteira que me recordei de outra reflexão, de outro Autor Desconhecido, cujo título é “O Barulho da Carroça(*). Em apertada síntese, quem faz muito “barulho” é aquele que “pensa” que é alguma coisa, ou seja, é uma pessoa “vazia”, tal qual o barulho que faz, de fato, uma carroça vazia. Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz… Logo, aquele que “faz muito barulho” é o orgulhoso, o vaidoso, o “inflado” em si mesmo, o soberbo, o “dono” da verdade, o prepotente etc., isto é, aquele que não sabe como convém saber. Este “cidadão” é aquele que pensa que sabe (ou é) alguma coisa, mas a verdade é que ele nada sabe (e nada é). É um tolo.

A grande descoberta da vida é saber que Deus existe, e que por amor aos homens nos enviou Jesus (João 3: 16). E só Jesus (a Trindade) preenche o “vazio da existência humana”. Por isso o verso nos impele à reflexão: todos nós, sem exceções. E, nesse passo, é certo que precisamos nos submeter constantemente à “autoauditorias”, a fim de medirmos o “nível” de nossa humildade e situação de vida (atos, condutas e pensamentos) perante o Senhor e os nossos semelhantes. Necessitamos perguntar-nos frequentemente sobre o nosso estado de espírito, se estamos entregues a Cristo Jesus, e fazendo as coisas certas, humildes (Provérbios 15: 33), a fim de não nos perdermos nas veredas e caminhos de nossas vidas. E para coroar o texto, uma singela pergunta a todos (a fim de provocar mais reflexão), desta feita de Gilbert Cesbron: “E se fosse isso perder a vida: fazermos a nós próprios as perguntas essenciais um pouco tarde demais?(…).

© Amor-Perfeito

(*) PS.: vide https://1v1v.wordpress.com/2011/03/19/frases-etc-reflexao-o-barulho-da-carroca/

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