Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Mateus 15: 30.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Vieram ter com ele grandes multidões, trazendo coxos, cegos, mudos, aleijados e muitos outros, e os puseram aos pés de Jesus; e ele os curou” – Mt. 15: 30.

Consta que o Ministério de Jesus durou cerca de três anos, talvez um pouco mais, mas não passou de quatro. Muitas realizações de Jesus estão registradas na Bíblia Sagrada, a maioria de forma específica, de modo que temos nomes, locais e detalhes do que aconteceu. Isso tudo nos serve de testemunho e de norte (fundamento) para que creiamos no Mestre e confiemos em Deus. Contudo, há um verso na Bíblia, que “fecha” o Evangelho de João, que diz o seguinte: “Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que seriam escritos” – João 21: 25.

De forma genérica, portanto, pelo Evangelho de Mateus, vemos que Jesus curou inumeráveis pessoas, conforme nos testifica o verso acima transcrito. Essas curas e intervenções não estão registradas na Palavra de Deus, de modo que nada sabemos a respeito dessas ocorrências. Não conhecemos nomes nem detalhes dessas pessoas e das histórias que as envolvem. Trata-se de uma multidão (multidões) de pessoas comuns, povo, anônimas, cujas vidas foram tocadas a fundo e fisicamente pelo Senhor Jesus. E mais: não só foram curadas, mas viram o Mestre, face a Face (o Seu rosto…), o Seu sorriso e ouviram a Sua voz, O conheceram e, talvez, até possam ter tido a incomensurável bem-aventurança de terem experimentado um contato físico com Ele, como um aperto de mão, um beijo, um abraço. Deus meu, que privilégio…

De todo modo, de volta ao texto, não era mesmo possível registrar todos esses casos na Bíblia Sagrada, por simples falta de espaço, e isso coaduna perfeitamente com aquilo dito por João, no término de seu relato dos fatos que vivenciou (Evangelho de João, verso transcrito no primeiro parágrafo). E o testemunho de Mateus (contemporâneo de João), por seu turno, nos traz alento e paz, pois que se o Senhor Jesus curou e interveio na vida de tantos “anônimos”, quem somos nós, senão “anônimos”? E alvos, também, de Sua grata atenção? A grande e esmagadora maioria das pessoas não sabe o que Jesus fez e faz por nós, visto que somos do povo (anônimos), não temos fama nem exposição pública: somos comuns, pessoas simples. Porém, o verso acima nos mostra que Jesus vela por nós.

Quando lhes digo (e escrevo) “nós”, significa dizer “todos nós”, sem exceções, você que lê este texto, inclusive. Por mais “anônimo” que você seja, isto é, não importa o que você é ou faz, qual seja a sua condição e/ou estado, você tem a atenção de Jesus. E os “famosos” (a quem me referi), ou aqueles que têm “exposição pública”, não são os famosos e conhecidos de hoje em dia, que também têm a Jesus se quiserem, mas aqueles que tiveram suas histórias registradas na Bíblia Sagrada, com pormenores. Logo, implica dizer que Jesus, se a pessoa quiser e deixar, participa da vida de quem O aceitar. Não é necessário ser “alguém” para que Jesus intervenha; Ele, Jesus Cristo, intervém ainda que sejamos um “ninguém”, de alguma forma, no sentido de “anônimo”. Basta o querer e a disposição da pessoa. E só. Se, porventura, temos pouca expressão nesta vida, de qualquer maneira, se somos pobres ou desconhecidos, se nos sentimos indignos, ou o que pensemos de nós mesmos, que tenhamos em mente o seguinte: “estamos em meio à multidão”. E o verso nos diz que Jesus deu atenção e curou todos os que vieram ter com Ele, “nas grandes multidões”.

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