Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 14: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que facilmente se ira faz doidices, e o homem de maus desígnios é odiado” – Pv. 14: 17.

Aqui temos dois ensinamentos distintos, não conectados entre si, apesar de estarem no mesmo verso. O que está na primeira frase pode alcançar qualquer pessoa, boa ou má; já o da segunda frase, parece ser algo mais específico, que se adéqua mais a alguém mau e os sentimentos que essa pessoa desperta nos outros. De todo modo, a Bíblia Sagrada sempre nos traz bons ensinos, ainda que com exemplos negativos.

A primeira situação do verso é uma constatação, que é dita a fim de nos dar bom conselho. Há pessoas que têm gênio explosivo e, quando provocadas de algum modo, saem do prumo. Ou então são pessoas que estão vivendo momentos difíceis, e que, por isso, pelo estresse e pressão que sofrem, estão com pouca paciência. Há, ainda, aqueles que são do tipo “pavio curto”, isto é, por natureza, têm pouca tolerância com tudo e com todos. Esses são os que se iram facilmente, e a Palavra de Deus nos ensina que, com isso, fazem doidices, ou seja, explodem e têm reações imoderadas, anormais, sendo que, com isso, afrontam e ferem os outros (e a si mesmas…). Aqui, parece, o único modo de solucionar essa questão é o esforço pessoal e a fé em Deus. A pessoa deve ter consciência de seu estado, se arrepender e se desculpar quando for o caso, e até pedir ajuda profissional em situações mais extremas. Ser racional ajuda, e se policiar e querer mudar, condutas imprescindíveis.

Já o homem/mulher de maus desígnios é outra conversa. Desígnio é intento. Intento vem de intenção. Intenção é propósito. Propósito é plano, projeto. Logo, a pessoa denominada “homem mau” (ou mulher) faz as coisas, e assim é e age, deliberadamente (tem vontade de fazer o mau e de prejudicar). Quer fazer o mau, quer ser ruim. Diz-nos o verso que essas pessoas são odiadas. Creio até que haja quem as ame (família, filhos etc.), mas, no geral, a maioria os odeia, ou por elas nutrem raiva ou desprezo. E não dá para ser diferente, pois somos todos seres humanos, falhos e fracos. Se diante de nós está alguém mau, que age com maus desígnios, a tendência natural que nos move é a inclinação pelo ódio ou pela raiva.

Um pensamento inicial diferente disso pode nos levar à hipocrisia. É certo que Jesus nos diz para amar os nossos inimigos e ao próximo, mas, ora, somos humanos – que essa realidade nunca fuja de nossas mentes. A verdade é que é difícil, muito difícil, gostar ou mesmo ter simpatia por alguém que faz/fez o mal, ou algum mal, qualquer mal. Sejamos, pois, honestos: veja-se, a exemplo, o político corrupto, que desvia verbas públicas e que distribui sorrisos por aí e vive regaladamente, à custa da pobreza alheia. Como não odiar esse sujeito? Pouco diferente ele é do bandido que mata para roubar. Ou do estuprador, que se não mata, por sua violência, marca uma pessoa para sempre, para o resto de sua vida. (Bandido bom é bandido morto?). Como não ter asco e repulsa do autodenominado líder religioso que, na verdade, não passa de um reles estelionatário? Que abusa intencionalmente da fé alheia e enriquece? Isso tudo sem contar outros tantos exemplos possíveis.

E se isso tudo ainda não convence alguém, que se coloque, pois, no lugar de um familiar, amigo ou da própria vítima. Sua filha foi estuprada e morta: como você reagiria? Complicado, não? Pois é, se formos honestos, admitimos que, no mínimo, teríamos raiva dessas pessoas, e que ter outro sentimento por elas nos seria difícil ter (o verso diz que elas são odiadas…). A nossa única saída, honrosa, para todas essas coisas, é deixar tudo (nosso pensamento íntimo e nossa revolta, inclusive) nas benditas mãos de Deus, e a Ele pedir força e perdão pela nossa fraqueza. O Senhor é Justo Juiz, e conhece a nossa frágil natureza humana. Podemos poupar-nos, e aos outros, ao menos, de incorrermos em eventual e indesejada hipocrisia: melhor se formos verdadeiros e expressarmos os nossos sentimentos tais quais de fato são, sem maquiá-los. Somos escusáveis se tivermos sentimentos negativos em situações semelhantes aos exemplos acima dados (não se recrimine por isso: ore a Deus e exponha a Ele seu caso. O Senhor tudo sabe, e distribuirá Justiça – Não duvide disso!).

© Amor-Perfeito

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