Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Gênesis 50: 19.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Respondeu-lhes José: Não temais. Acaso estou eu em lugar de Deus?” – Gn. 50: 19.

A história de José é uma das mais belas da Bíblia. É um drama repleto de tragédias, aflições, dores, sofrimentos, traumas e traições, mas com um final abençoado e feliz. Da parte de José, no entanto, só se vê integridade e fidelidade a Deus, em todo o tempo. Em linhas gerais, José era o filho preferido de seu pai, Jacó, e seus irmãos tinham ciúmes dele. Por conta disso, e de alguns sonhos de José, eles o venderam a mercadores ismaelitas (Gênesis, Capítulo 37), que rumavam ao Egito numa caravana. Alguns de seus irmãos (não todos), na verdade, cogitaram até matar José, porém, com a intervenção de um deles, Judá, foram dissuadidos a vendê-lo como escravo (Rúben era o único irmão de José totalmente contra tudo isso – Gênesis 37: 21 e 22). Porém, feita a estupidez, eles mentiram a Jacó, dizendo que José teria sido despedaçado (e morto) por um animal selvagem, e décadas se passaram até que Jacó e José, pai e filho, se reencontrassem no Egito, com José na condição de governador e senhor da terra, abaixo em poder e autoridade apenas com relação à Faraó (Gênesis, Capítulos 37 a 50). 

E os sonhos que José teve retratavam justamente o fato de que via seus irmãos e seu pai se curvando a ele. Isso deixou os irmãos de José enraivecidos, contudo, se tornou realidade com a fome que se abateu sobre a terra, e que os obrigou a irem ao Egito para comprar trigo. Aliás, a iminência dessa situação foi avisada a Faraó por intermédio de dois sonhos, que foram interpretados por José, razão pela qual ele foi elevado ao posto em que seus irmãos o encontraram, tempos depois. E conta-nos a Bíblia Sagrada que José não se deu a conhecer imediatamente a seus irmãos, antes, tendo-os reconhecido de imediato, aguardou o momento oportuno de lhes revelar quem era. Tudo indica que não havia mágoa em José, e ele ficou sobremaneira feliz de vê-los.

No fim das contas, José trouxe toda a sua família ao Egito, e reencontrou seu pai, que o tinha por morto. Tratou a seus irmãos com benevolência e bondade, e lhes deu lugar no Egito, na época, a maior potência mundial. No entanto, Jacó morreu depois de alguns anos morando no Egito, e isso causou pavor aos irmãos de José, porque assuntavam entre si que, uma vez morto Jacó, José se vingaria deles pelo mal que lhe fizeram. Provaram, mais uma vez, que não conheciam a José, que era homem bom e íntegro, temente (e dependente) a Deus. José, em seu íntimo, não via a maldade que lhe foi feita como mal, mas como propósito de Deus, e não tinha intenção alguma de se vingar, isso nem passava por sua cabeça. E depois de ouvir outra mentira de seus irmãos, para que lhes perdoasse a pedido de Jacó, proferiu as palavras do verso, acima transcrito, acalmando-os e lhes dizendo que só há um Juiz, que é o Senhor Deus. Enfim, nada (pelo menos, nada pelas mãos de José) lhes aconteceria.

E essa pergunta de José (“Acaso estou eu em lugar de Deus?”) é um ensinamento rico e precioso para todos nós. Ele tinha os meios e o poder para se vingar de seus irmãos, mas entregou a Deus a tarefa de julgá-los e, se fosse o caso, de puni-los. Não fez justiça pelas próprias mãos, e descansou no Senhor, ao invés de se colocar no lugar Dele e usurpá-Lo. Houve nobreza e integridade em José; há, entretanto, nobreza e integridade em nós, nessa matéria? Jesus veio até nós humilde e manso de coração, e nos ensinou a confiar em Deus. E também nos ensinou a importância de perdoar, ainda que isto seja algo difícil para muitas pessoas. Um bom conselho, pois, seria: “Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará” – Provérbios 20: 22. Então, ainda que nós tenhamos os meios e o poder (ou não), e dificuldade para perdoar, mesmo assim deixemos de lado todo e qualquer ato de vingança, ou conduta que possa prejudicar alguém que nos prejudicou. E nunca nos coloquemos na posição de juiz, ainda que por meras palavras. Que o Senhor seja o Juiz entre nós, e que toda e qualquer justiça venha Dele, só Dele, do Justo Juiz. Fecho este texto com mais alguns conselhos úteis, mas sem esgotar o tema: Provérbios 3: 5 e 6; Provérbios 24: 18 e 19; Lucas 9: 51 a 56; Romanos 12: 18 e 19; Tiago 1: 19 e 20. E que a paz do Senhor nos envolva!

© Amor-Perfeito

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: