Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Tiago 4: 12.

* 1mVersículo1aVerdade *

“Há só um legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas ao próximo?” – Tg. 4: 12.

Pergunta boa essa, bastante pertinente. Quem é “qualificado” o bastante para julgar o próximo? Quem é “perfeito” o suficiente para se colocar como juiz de seu semelhante? Quem pode “atirar a primeira pedra”? (Palavras de Jesus – A Parábola da Mulher Adúltera – João 8: 1 a 11). Quem não erra (e está sem pecado) a ponto de ser superior ao seu vizinho? Não há um só sequer. E todo aquele que pensa que pode julgar o próximo, deve refazer essa pergunta (do verso) a si mesmo, mas em outro tempo verbal: Quem sou eu, pois, para julgar qualquer pessoa? E depois da resposta óbvia, deve cair em contrita reflexão, sentindo-se pequeno e incapaz, humilde, e pedir perdão a Deus pela sua ousadia, rebeldia e maligna pretensão.

A verdade é que vemos todos os dias muita gente em situações que entendemos equivocadas em relação à vontade e às diretrizes de Deus. Nós até podemos comparar esses estados, atos e condutas com o que está escrito na Palavra de Deus, para proveito nosso, mas sem qualquer resquício de acusação. Esse seria um “julgamento” útil para nós, realizado com coração reto e com propósito. O problema surge quando a pessoa está “cheia de justiça”, se julga “perfeita” e, portanto, “superior” aos demais (isso apenas aos seus próprios olhos, claro). Essa é uma impressão falsa e ruim, que atenta contra a dignidade de Deus, como na Parábola do Fariseu e do Publicano (Coletor de Impostos), contada por Jesus durante Seu Ministério (Lucas 19: 9 a 14).

E o próprio Senhor Jesus nos ensina, com ênfase, que, quando nos colocamos na condição de “julgadores”, nós somos como aquele cidadão que quer tirar um “cisco” do olho de alguém, enquanto não se importa com a “trave” que está encravada no seu próprio olho (Mateus 7: 1 a 5). Aí Ele diz para primeiro tirarmos a “trave” dos nossos olhos para, então, somente depois disso, nos preocuparmos com o “cisco” que está nos olhos dos outros. O Mestre nos diz nas entrelinhas que o Juízo pertence a Deus Pai, que é o único Juiz e Legislador apto a julgar em termos espirituais as ações, estados e condutas do ser humano. Quem avoca para si essa tarefa, peca, e muito, pois que tal pessoa, além de mostrar que não confia em Deus, no seu coração pretere o Senhor (tendo por perspectiva a Sua Soberania e Majestade). Claro que nos planos fático e real isso é humanamente impossível, mas no seu coração a pessoa peca, e peca feio.

Nós não sabemos o porquê de as pessoas estarem nesta ou naquela situação, neste ou naquele estado. Tampouco sabemos o porquê de elas fazerem isto ou aquilo, deste ou daquele modo. Qual seja o motivo ou razão, se por fraqueza, inclinação ou necessidade, não nos cabe julgar a ninguém. O próprio Senhor Jesus disse que nós tendemos a julgar segundo um padrão humano (equivocado), todo nosso, mas Ele, Jesus, a ninguém julgava (João 8: 15). Ora, se Jesus não julgava os homens quando homem, porventura nós faremos isso? Misericórdia, não e não. Por isso a Bíblia nos ensina que o amor é o melhor remédio para todos os males, visto que o amor cobre uma “multidão de pecados” (1 Pedro 4: 8). Não só o amor, mas a humildade também (quem julga não é humilde – o humilde espera no Senhor). Logo, quem julga seu próximo, inadvertidamente como nos ensina a Palavra de Deus (isto é, sem permissão e sem legitimidade), se coloca na odiosa e detestável posição de acusador e, não raras vezes, seu pecado (de julgar) é pior que o objeto de seu desprezo e arrogância.

© Amor-Perfeito

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