Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Tiago 1: 13.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele a ninguém tenta”– Tg. 1: 13.

Está claro, pois, pela Palavra de Deus, que ninguém pode ser tentado por Deus. As tentações “exploram” especialmente as nossas fraquezas, e buscam nos derrubar justamente nos flancos abertos do nosso caráter e personalidade. Porém, se o Senhor não nos tenta, quem é o responsável por nos tentar?

A primeira resposta honesta seria: nós mesmos. Os nossos desejos, anseios, gostos, inclinações, caráter, personalidade, emotividade, enfim, tudo o que está arraigado em nós (tudo o que nos forma), são os primeiros responsáveis pelas nossas tentações. Em suma, nós mesmos. Os demais “tentadores” seriam o diabo e seus asseclas, e as outras pessoas, especialmente os amigos, colegas e conhecidos.

Entretanto, de nada adianta nós sermos tentados com coisas ou situações às quais não damos importância. É preciso que nós tenhamos algum apreço pelo objeto de nossas tentações, caso contrário serão elas ineficazes no intento de nos tentar. A tentação em si mesma, por outro lado, nenhum dano provoca em nós; o que nos provoca dano é a concretização do desejo nascido da tentação. É aqui que está o perigo. Pôr a comida na boca, depois mastigá-la e cuspi-la, não engorda nem alimenta. O que engorda e alimenta é engoli-la. E o desejo se satisfaz ao engolirmos a comida, tão somente.

Já vi muitas pessoas sofrendo simplesmente por terem pensamentos malignos, que simplesmente “aparecem” em suas mentes. Esse tipo de pensamento, em si mesmo, não é pecado. Há uma diferença abissal entre o pensamento que vem às nossas mentes sem que o desejemos, e aquele que pensamos deliberadamente. Este é um primeiro enfoque, bastante importante, vital mesmo, eu diria, especificamente para amenizar eventuais sofrimentos alheios (ilegítimos e indevidos). Depois, uma boa ilustração é a que diz que o pecado é semelhante a um pássaro que pousa em nossas cabeças, acha o local agradável, inicia a construção de um ninho, termina o ninho, bota um ovo, choca o ovo e, finalmente, nasce um filhote do pássaro. O primeiro pássaro seria a tentação, cultivada indevidamente nesse caso, é verdade, pelo tanto que ele (ela) ficou em nossas cabeças (o certo seria “enxotar o pássaro”, logo na primeira oportunidade…), mas o pecado em si seria o nascimento desse seu filhote. Até então, não houve pecado, apenas simples tentação. Mero pensamento, pois, que vem e que vai (não se sabe donde nem pra onde…), é simples tentação, nunca pecado, desde que não deliberado ou mencionado nas Escrituras como pecado. Que ninguém sofra por isso, portanto.

Assim é que pecado é a tentação consumada, pela realização desejada de seu objeto, proibido ou inconveniente. É a realização ou materialização do mal, cuja boa parte dele já está em nós, que o combatemos em Cristo Jesus. Ora, se a nossa força em combater as tentações vem de Deus, não faria mesmo sentido que fôssemos tentados por Ele, porque o Senhor estaria ao mesmo tempo nos tentando e nos dando o livramento. Ilógico mesmo seria, pois, tal raciocínio. Correto, de outra banda, é afirmar que somos tentados pelas nossas próprias concupiscências, ainda que a tentação venha até nós por meio de “elementos” externos. O Senhor a ninguém tenta, nos ensina a Palavra de Deus. A nossa parte é, pois, atentar e vigiar: quando vier o “pássaro”, “enxotemo-lo” sem dó.

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