Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 21: 31.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas do Senhor vem a vitória” – Pv. 21: 31.

Escolhi um dia “cinzento” (pra mim) para escrever esta reflexão. E a pergunta que faço é: que “vitória” é essa, que cada um de nós tem e/ou espera, e que vem do Senhor? Faço essa pergunta pensando em outro verso Bíblico que diz: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”Salmo 20: 7. Por certo a primeira parte do verso-título do texto fala da porção que cabe ao ser humano fazer, mas o resultado final de qualquer empreitada humana, parece, vem do Senhor. E aí nós confiamos em Deus para nos guardar e nos prover de diversas coisas e, quando tais expectativas não se concretizam, ficamos frustrados e amuados com Deus Pai. Não seria melhor mesmo confiar, pois, nos “carros” e nos “cavalos”?

Sigo a Cristo há muitos anos e, nessa minha caminhada, vi muitas pessoas ligadas a Jesus sofrendo todo tipo de infortúnios e mazelas (e eu mesmo sofri alguns/algumas, também). Entristeço-me, com certa frequência até, ao ouvir histórias de pessoas “caindo”, “sofrendo” ou “se consumindo” (neste último caso, comumente, por lamentável excesso de religiosidade), perdidas em si mesmas. Mas quem é o Senhor para nós, afinal? Alguém que nos “deve” favores pessoais ou o Deus Todo-Poderoso? Alguém que “manipulamos” segundo as nossas necessidades e desejos, ou é Ele, de fato, o Criador Onipotente? Nós somos Seus servos ou Ele deve nos servir? Acaso depende Ele de nós para qualquer coisa? Assim é que, em verdade, nós estamos sempre preocupados com a vida presente, e negligenciamos a vindoura, porque depositamos a nossa esperança em Deus, por certo, mas visando quase sempre o nosso conforto imediato, atual. “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes dos homens”1 Coríntios 15: 19.   

Tem de haver mais coisa nisso, penso eu. Se eu trato o Senhor como mero “solucionador de pendências terrenas”, tem algo de muito errado comigo (jamais, nunca com Ele, veja-se bem). Os grandes “heróis da fé”, que conhecemos pelas Escrituras Sagradas, certamente mantinham suas esperanças Nele. Mas será plausível dizer que essas pessoas tiveram vidas tranquilas e sem nenhum aperto? Que nunca tiveram dúvidas ou questionamentos? Não experimentaram sofrimento algum? Nenhuma aflição? Nada? Tudo lhes foi um “mar de rosas”? Creio que a resposta seja negativa para todas essas questões. Até porque a Bíblia Sagrada nos diz, por Palavras de Jesus, que: “A qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou muito mais se lhe pedirá”Lucas 12: 48 – 2.ª Parte. E os “heróis da fé” tiveram muita responsabilidade por parte do Senhor, não? A partir disso, conforme avançamos na vida cristã e na idade, e nos aprofundamos no Evangelho, a tendência é encararmos mais e mais dificuldades (“evangelho cor-de-rosa” nada mais é senão engano, utopia e ilusão). E além dos perigos normais e inerentes da vida, mais a frente sobrevirão alguns dos “piores inimigos” do homem: o ocaso, a velhice, doenças dela decorrentes, cansaço (de vida, exaustão…), falta de vigor, solidão e (por que não?), medo da morte (pavor, para muitos…).

Enfrentar a morte é lidar com o desconhecido. Portanto, se eu disser que não temo a morte, sendo ela desconhecida pra mim, ora, minto. No mínimo, tenho muito ansiedade ao pensar nisso. Porém, me consolam as palavras do Apóstolo Paulo, homem “de dores”, sofrido, que disse certa vez: “Pois pra mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”Filipenses 1: 21. Na vida, creio que posso pedir de tudo um pouco ao meu Deus e Pai, mas, sabendo, que tudo o que Ele me der e proporcionar em vida, serão coisas transitórias e passageiras. Poderão me alegrar e me consolar, de um modo ou de outro, mas por um tempo (curto). Vou morrer, e nada disso (emprego, saúde, dinheiro, condição social etc.) me servirá adiante. Minha confiança não pode estar fixada ou centrada nisso. A vitória em Cristo não está nessas coisas. Precisamos dos “carros” e dos “cavalos” para “lutar as batalhas” do dia a dia (e, talvez, ter algum conforto…). E Deus Pai nos ajuda, de fato. Mas a vitória não está nessas coisas: a vitória está em morrer em Cristo. Esse é o fim esperado da nossa aventura. O grand finale que faz tudo valer a pena. Isso me consola quanto aos meus amigos que estão entre aquelas pessoas “caindo”, “sofrendo” ou “se consumindo”, visto que obterão vitória em Jesus, inobstante suas desventuras em vida. Vital é crer Nele de coração, sempre, e até que venha o irremediável fim (que inaugura, no entanto, um abençoado começo sem fim…). Então, um pouco mais “leve” (aliviado), termino este texto com o “Sol da Justiça” (Jesus) despontando acima da “nuvem negra”, que “paira já menos compacta” sobre a minha cabeça…

 © Amor-Perfeito

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