Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Zacarias 9: 9.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Alegra-te muito, ó filha de Sião! Exulta, ó filha de Jerusalém! Vê! O teu rei virá a ti, justo e Salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, filho de jumenta” – Zc. 9: 9.

E veio o Rei! Jesus Cristo, o Nazareno, com muito alarde, fez sua “entrada triunfal” em Jerusalém, justamente como estava escrito na Lei e nos Profetas. A Profecia se cumpriu exatamente conforme foi entregue aos homens. Jesus era e é justo, é o Salvador, e nele havia e há humildade, e veio montado num jumentinho. Perfeito: era isto que estava escrito! Ora, Profecia cumprida! Sim, mas não tão evidente a todos como era de se esperar.

Jesus veio com alarde, como dito, mas sem pompa alguma. Com alarde porque todos queriam ver o Messias, ainda que alguns (talvez a maioria) não cressem Nele, mas vinham vê-Lo só por despeito ou curiosidade. Porém, o Mestre era pessoa simples, e quem poderá dizer que alguém montado num filho de jumenta haveria de vir com pompa? Por que não veio Ele montado num cavalo baio, de raça? Ou mais imponente ainda: num cavalo branco? Ou num corcel negro, reluzente, símbolo de força e poder? Importava ao Rabi cumprir a Profecia e fazer a vontade de Deus. Só isso. Essa é a justificativa. Simples.

E que se dirá, então, da comitiva de Jesus? Os grandes de Seu tempo O acompanharam, por acaso? Não, não. Além dos discípulos e seguidores mais chegados, Seu séquito era composto de gente humilde, do povo, provavelmente alguns pescadores, cobradores de impostos, leprosos e deficientes, prostitutas, algumas mulheres, talvez um ou outro mais abastado ou nobre. A maioria, senão todos, pessoas com pouco ou nenhum valor para a sociedade da época, especialmente porque deixavam os seus ofícios e tinham a pretensão de dizer que seguiam o Salvador. Não, nenhum dos grandes estava com Jesus nesse momento, pelo contrário, de longe, cônscios de que Jesus vinha, trataram o caso com reprovação e desprezo. Veio Jesus com pompa, pois? Decerto que não. Pompa não fazia parte da Profecia, alarde sim.

Talvez o povo de Israel esperasse que seu rei viesse com pompa, muito espalhafato e demonstração de virilidade e força, e, claro, aniquilasse seus adversários com um só golpe, certeiro. Daí aparece Jesus, montado num jumentinho, humilde, com aparência de fraqueza, frágil, e chamando a atenção da maioria mais por mera curiosidade. Dizia que era o Messias, mas quem poderia acreditar Nele, notadamente com essa tal “entrada triunfal”? Ora, triunfo é vitória marcante, com ares de definitividade, forte, esmagadora, que não deixa dúvidas. E lá veio Ele, humilde, comum, fraca figura, montado num jumentinho, frágil, cria de jumenta… Quem poderia crer Nele, diante disso? Não é diferente de hoje em dia: é preciso ter sensibilidade para tanto, isto é, “olhos” para ver e “ouvidos” para ouvir. Cremos porque sabemos quem Ele é (não há dúvidas). Jesus veio aos Judeus, e estendeu Sua graça e misericórdia aos demais, Gentios. A salvação vem dos Judeus. E somos todos salvos por Ele. Não foi a toa que Pôncio Pilatos, veja-se bem, quando deu ordem para crucificar o Senhor Jesus, ordenou que se fixasse uma placa na cruz, logo acima de Sua cabeça e em três idiomas diferentes (João 19: 19 e 20), com os dizeres: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (Jesus Nazareno Rei dos Judeus). Dos Judeus e nosso também, Rei de todos, Graças a Deus!

© Amor-Perfeito

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