Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 26: 9.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Como o espinho que entra na mão do ébrio, assim é o provérbio na boca dos tolos” – Pv. 26: 9.

Esse verso é tão autoexplicativo que talvez seja pretensão tentar escrever algo a partir dele. Entretanto, ainda que o ensino seja óbvio, a tentativa se mostra válida porque estende a reflexão. Só por isso já vale a pena. Assim, “provérbio” é um ditado (máxima, dito ou adágio) expresso de forma sucinta, e com caráter prático e popular. Seu conteúdo traz um conselho, fato e/ou ensinamento, talvez uma diminuta parábola ou silogismo, que nos provoca reflexão, cujos reflexos ou resultados ajudam em nossas decisões (ações e/ou omissões) na vida, e nos fazem crescer como pessoas.   

O “provérbio na boca dos tolos” tanto pode ser o tolo repetindo algo que não entende ou alcança, se fazendo passar por sábio, como o ato de alguém lhe falar um adágio, buscando ensiná-lo a respeito de alguma coisa, mas sua mente não o absorve. “Tolo” é palavra bastante abrangente, cujo significado está associado à pessoa que diz ou faz tolices. Porém, apenas para citar alguns exemplos, “tolo” pode ter como sinônimos os termos: parvo, paspalho, pateta, abobado, leso, maluco, idiota, imbecil, disparatado, vaidoso, presunçoso Etc. E a suma do verso é que o tolo não tem presença de espírito, pelas mais variadas razões, para apreender o ensino de uma sentença do padrão de um provérbio ou ditado popular.

Já o ébrio é aquele que está embriagado ou bêbado, mas também é a designação do beberrão, isto é, do bêbado contumaz. E de tão embriagado que geralmente se encontra alguém nesse estado, certamente o beberrão, anestesiado pelo efeito do álcool, cujo uso é recorrente, bem pode não sentir um espinho lhe furando a carne. O provérbio na boca do tolo, então, é como o espinho que entra na mão do ébrio: como este não sente (ou sente menos) o espinho, o tolo não entende (ou não alcança completamente) o sentido do provérbio. É um desperdício de sabedoria tentar fazer o tolo entender qualquer coisa por esse meio. E mesmo esperar algo dele, na mesma esteira.

Contudo, o fato de o espinho entrar na mão do ébrio não é algo livre de consequências. Porque ele não sente dor, pelo seu estado, não significa que o tal espinho deixe de lhe ferir. O mesmo raciocínio se aplica ao tolo: ele sofre as consequências do não uso ou do mau uso do provérbio, de uma forma ou de outra. Importante, nesse passo, repararmos que tudo o que fazemos na vida têm reflexos. Algo do tipo “ação (ou omissão) e reação”. Isso nos leva a pensar que temos muita responsabilidade em tudo o que fazemos nesta vida, vez que nossos atos sempre “respingam” direta ou indiretamente em um considerável número de pessoas à nossa volta. Como dito: “ação (ou omissão) e reação”. Afetando outros, próximos de nós ou não, em maior ou menor grau, e com específicas consequências. Logo, temos para nós o ensino do verso acima transcrito, devidamente comentado neste texto. Certamente aprendemos algo com isso tudo. E algo evidente para todos nós é que é melhor ser sábio do que tolo (e nunca ébrio). Assim, para finalizar essa reflexão, insta dizer que podemos buscar a sabedoria e, nesse intento, nada melhor que a Bíblia Sagrada, inteira, de capa a capa. Mas se quisermos ficar apenas com “provérbios”, temos à nossa disposição os Livros de Provérbios e de Eclesiastes, que nos ensinam pura sabedoria de Deus, à semelhança do modo do verso, isto é, facilmente aplicável às nossas vidas.

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