Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Gálatas 6: 2.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” – Gl. 6: 2.

Esse verso nos ensina a piedade e a fraternidade. Não só nos ensina, mas é Mandamento de Deus, na verdade. Todos nós, sem exceções, temos cargas a carregar pela vida. Algumas são extremamente pesadas e é certo que nos são penosas. Sorte de quem tem a Jesus como Senhor e Salvador, visto que Ele nos disse: Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve – Mateus 11: 28 a 30. Ora, se Jesus nos ajuda a carregar as nossas cargas, é justo que nos auxiliemos uns aos outros nisso, não?

Claro que sim. Entretanto, nem sempre é correto aliviarmos as cargas dos nossos semelhantes. Precisamos ter discernimento de Deus para fazer isso. Se determinada situação for correção do Senhor à pessoa, e se nesse passo nos intrometermos na questão de forma irrefletida, bem pode ser que estejamos livrando quem deveria sofrer certa pena. Deus Pai não se dispõe a ter filhos mimados (Ele corrige a quem ama – Hebreus 12: 1 a 13; Provérbios 3: 11 e 12; Jó 5: 17 e 18), tampouco está Ele à nossa disposição para todo e qualquer problema que se avizinhe ou surja, ou, ainda, para nos conceder todo e qualquer desejo querido e almejado. Não. Há certa margem de liberdade e de atuação para todo ser humano e, dentro dessa margem, somos impelidos e somos chamados a ter responsabilidade. Sem isso não há crescimento, e a vida cristã seria, então, uma farsa, pois que tudo seria atribuído a Deus, livrando-nos de qualquer culpa, inclusive.

Nossa participação na vida é real. Não somos marionetes de Deus, atuando em um palco pré-concebido, com diálogos pré-definidos e eventos pré-constituídos. Talvez os nossos destinos até já estejam em parte “delineados” por Deus, mas isso seria o mistério de sermos ou não escolhidos (eleitos) por Ele, isto é, de sermos vasos de honra ou vasos de desonra (Romanos 9: 21; Atos dos Apóstolos 9: 15). Contudo, em paralelo a essa eleição de Deus, temos as nossas responsabilidades e certa liberdade de agir. Escrevemos a nossa história. Somos livres para optar entre o bem e o mal. O livre-arbítrio de fato existe. Assim, dentro daquilo que está ao nosso alcance, ultrapassado o filtro da reflexão, nos é dado o privilégio de ajudar a carregar as cargas de nossos semelhantes, e de fazer o bem. Deus Pai nos abençoa ao nos tornar abençoadores, quando, por qualquer razão, um ato nosso (isolado ou não), torna mais confortável a vida de alguém em apuros, ou lhe dá algum alívio. Na verdade, pelo amor que Deus Pai nos dispensa, somos constrangidos a fazer um pouco de força pelo próximo, vez por outra. Isso é simplesmente o amor de Deus agindo em nossos corações. Deus Pai nos ensina que a piedade e a fraternidade nos levam a cumprir a Lei de Cristo. Dispormos-nos a ajudar a carregar fardos alheios é mera consequência disso. O amor de Deus por nós todos é o mais importante.

© Amor-Perfeito

3 Comentários

  1. Suas palavras, com certeza, aliviaram o peso do fardo de muita gente. Abraço fraterno.

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