Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 13: 25.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O justo come até ficar satisfeito, mas o estômago dos ímpios passa fome” – Pv. 13: 25.

Algumas vezes lemos versos Bíblicos e não conseguimos entender bem o que o Pregador quis dizer. Este é um desses casos (pelo menos para mim). Quantos e quantos justos, dos quais temos notícia, passam necessidade e fome por aí? E quantos (e quantos, muitos) ímpios, que conhecemos de alguma forma, vivem fartamente e enchem seus estômagos do bom e do melhor? Será que o justo, aquele que pensamos ser justo, é, na verdade, ímpio? E aquele ímpio, que pensamos ser ímpio, por sua vez, será ele justo? O que acontece com o verso, que nos anuncia situação não condizente com a realidade?

A literalidade das palavras do verso não corresponde, de fato, àquilo que vemos acontecer à nossa volta. Aliás, muitas das vezes é o inverso do verso que acontece com mais frequência. O ímpio não tem fome nem aperto na vida. O justo tem falta de pão e muitas necessidades. O único jeito de resolver a questão parece ser suplantar a mencionada literalidade e buscar interpretar o verso ultrapassando as fronteiras do significado das palavras. Talvez, tratando a frase como uma pequena parábola.

Para tanto, falaremos do justo como aquela pessoa que foi justificada por Deus. Na mesma medida, trataremos o ímpio como o indivíduo que despreza ou não conhece o Senhor e, por isso, não está justificado. E para lembrar um dado importante: Quem nos justifica é Deus Pai, por Jesus. Então, continuando a analisar o verso, passamos da esfera material para a esfera espiritual. Assim, a comida do verso passa a ser alimento espiritual. O alimento espiritual do justo é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Logo, juntando todas as peças, conseguimos sentido para este trecho das Escrituras.

O justo come até ficar satisfeito porque lê e ouve a Palavra de Deus, sempre. Já o ímpio é alguém espiritualmente desnutrido, pois somente rara e eventualmente tem (se é que tem…) algum contato com a Bíblia Sagrada. Veja-se que com essa interpretação (ao contrário da literal) não há exceções: o justo está sempre saciado e o ímpio comumente faminto. O estômago (mente e coração) do justo está sempre cheio; o estômago (mente e coração) do ímpio está sempre vazio, sua alma padece pela ausência de nutrientes espirituais. O justo é sadio, enquanto que o ímpio é anêmico, do ponto de vista espiritual. Ficou mais fácil entender o teor do verso agora, não?

Jesus é o Pão da Vida (João 6: 24 a 35). O Maná de Deus, comida que caía do céu e que alimentou os Hebreus no deserto, era um prenúncio da vinda de Jesus (1 Coríntios 10: 1 a 4). E falando no Mestre, palavras de Jesus: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de DeusLucas 4: 4. O próprio Apóstolo Paulo utilizou-se dos alimentos para fazer analogia com a Palavra de Deus (Hebreus 5: 11 a 14). Em pura poesia, ainda, disse o Salmista: Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces que o mel à minha boca!Salmo 119: 103. Por fim, mas sem esgotar todos os exemplos possíveis, a pergunta de Jó, ajudando-nos a discernir o verso: Não prova o ouvido as palavras, como o paladar prova as comidas?Jó 12: 11.

© Amor-Perfeito

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