Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Obadias, Verso 15.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O dia do Senhor está perto, sobre todas as nações. Como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça” – Ob., Verso 15.

Obadias, mordomo do rei Acabe, foi um dos “profetas menores”, cujo nome quer dizer “que adora a Jeová”. Ele escreveu pouco (é o menor livro do Velho Testamento), mas apareceu em outras histórias da Bíblia, sendo a mais marcante a ocasião em que escondeu (e salvou da morte certa) 100 profetas do Senhor (numa caverna) e os sustentou a pão e água (1 Reis 18: 3 e 4); isso tudo por causa da perseguição de Jezabel, mulher do rei Acabe, que cultuava a Baal e protegia os sacerdotes desse falso deus, perseguindo os profetas do Senhor Deus. Por certo, como todo texto Bíblico, há um contexto por detrás do verso e, no caso, foi uma visão de Obadias com relação à Edom, região ocupada pelos descendentes de Esaú, cujos atos eram condenáveis.

Entretanto, deixando o contexto de lado, nos fixemos na informação de que o Dia do Senhor está perto, sobre todas as nações. Ora, na época de Obadias, a vinda de Jesus ainda estava longe no tempo, logo, como poderia estar perto o Dia do Juízo de Deus? Não se fala em “Dias de Juízo”, mas, sim em Dia do Juízo. Um só Dia. Assim, o Dia do Senhor do verso poderia ser não o Dia do Juízo em si, mas um momento de acerto de contas, ainda em vida. Li em algum lugar que é melhor ser castigado nesta vida do que na outra, visto que nesta última (na outra), o castigo é eterno. Bem, este é um pensamento.

De outra banda, o Dia do Senhor poderia ser mesmo o Dia do Juízo. Porém, isso nos causaria perplexidade num primeiro momento, pois teríamos de admitir que o Dia do Juízo já tivesse ocorrido e, na verdade, ainda esperamos por ele. Ora, esse raciocínio é baseado no tempo, no qual estamos irremediavelmente presos. Como reféns do tempo que somos, tendemos a pensar com base nele, como parâmetro de existência até. Esse, talvez, seja o nosso grande equívoco, porque Deus Pai está fora do tempo (2 Pedro 3: 8). O tempo não tem poder algum sobre Deus, muito pelo contrário, o tempo é que é manejado e controlado pelo Senhor. Sujeição ao tempo é coisa de ser humano; Deus é atemporal.

Por esse prisma, o Dia do Senhor seria exatamente o momento seguinte ao da morte da pessoa. Essa não é uma ideia absurda, e para provar tal situação, temos o exemplo de Jesus, que disse ao malfeitor crucificado ao Seu lado: Em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no paraísoLucas 23: 43. Esse “hoje” de Jesus foi há mais de 2.000 anos. Então, o “paraíso” de Jesus é um local determinado, real, que Ele bem conhece, e que está em um universo paralelo ao nosso, nos esperando. Será certo isso? Creio que sim, tenho fé nisso. Especialmente porque o verso acima transcrito nos diz que “O dia do Senhor está perto, sobre todas as nações”. O Dia do Senhor inclui toda a Humanidade. Então, o mal que porventura pratiquemos, cairá mesmo sobre as nossas cabeças. E é melhor que isso aconteça em vida, pois nos será infinitamente menos penoso cumprir eventual castigo por aqui. Contudo, o ideal é que não tenhamos maldade alguma em nossos corações, visto que se “acumularmos” maldades nesta vida, estaremos perdidos na próxima. Se formos a Deus com “saldo devedor”, o que será de nós? Bem, esta é apenas uma singela reflexão que, espera-se, aguce a curiosidade de cada um para pensar e repensar a própria vida, diante de Deus.

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