Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

2 Coríntios 10: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor” – 2 Co. 10: 17.

O ser humano precisa de atenção. É uma necessidade de cada um receber elogios e ser alvo de menções e de admiração de outras pessoas. Tendo em vista as nossas conquistas e méritos, se estas nos gerarem algum tipo de reconhecimento, tal fato nos traz alegria e contentamento. Faz bem para a nossa autoestima. Massageia o ego. Traz sentido para a nossa existência, e muitas vezes nos proporciona aquela boa e gostosa sensação de dever cumprido. 

Nada de errado há nisso tudo, visto que é comportamento normal inerente à natureza humana. Os problemas surgem e estão nos exageros e nas contrapartidas que nascem em nossos corações, isto é, nas reações externadas diante dos elogios, e também no imaginário que formamos intimamente a nosso respeito. Do exagero é mais fácil falar, pois se trata da lisonja. O lisonjeiro faz mal à pessoa a quem dirige o seu excesso de “louvores”, que são, na maioria das vezes, elogios falsos ou desnecessariamente além da conta. O lisonjeador é alguém doente, que padece de uma nefasta obsessão em agradar os outros. A Bíblia condena essa situação, em várias de suas passagens (v.g., Provérbios 26: 28; 29: 5).  

E a outra coisa ruim é a questão do sujeito elogiado passar a dar excessivo valor aos elogios que recebe. Há uma pequena e curta parábola popular para isso, que bem ilustra o caso: “a pessoa (fulano) joga confete para o alto e logo em seguida entra embaixo”. Ela louva a si própria. Alardeia a sua condição ou estado, no mais das vezes em detrimento do resto, se autovalorizando, egocêntrica. Outra parábola graciosa do povo sobre a matéria seria “Deus no céu e fulano na terra”, e isso quando o “fulano” não vem antes de Deus na frase. Ora, a Bíblia Sagrada repudia tal conduta: Louve-te o estranho, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábiosProvérbios 27: 2. Portanto, por maior que seja a habilidade ou a capacidade de alguém, que impere a humildade e a consciência de dependência de Deus, sempre.

Inteligente é, pois, aquele que reconhece que todo dom vem de Deus Pai. E se vem do Senhor, não há glória do homem nisso. Há mérito do homem, isso sim, mas mérito no sentido de reconhecer que Deus lhe deu o que tem, e lhe permitiu ser o que é, logo, a Ele todos os louvores, e aqui não há lisonja possível, visto que nenhum exagero é possível para com Deus nesse sentido, especialmente porque todo e qualquer ato de agradecimento nosso sempre será menor do que aquilo que o Senhor efetivamente merece de nós. A gratidão que devemos a Deus Pai comumente é menor daquela que temos para dar-Lhe. Mas não tem importância, na prática, vez que o Senhor nos ama e nos quer como somos. Basta-Lhe, pois, perscrutar o coração humano e nele encontrar amor sincero e disposição voluntária por Ele. Isso O faz feliz. Assim, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor!

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