Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 29: 27.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O ímpio é abominação para os justos, e o reto é abominação para os ímpios” – Pv. 29: 27.

Bem se vê, logo de início, que há um acentuado conflito ético e moral (existencial) entre o ímpio e o justo. Para facilitar o entendimento, ao invés de se buscar definições extensas para o assunto, grosso modo, o ímpio é o ausente de Deus, e o justo é aquele que vive constantemente na presença de Deus, que o justifica (só por isso é justo). Não há nem tempo nem espaço para o Senhor na vida do ímpio. O justo, de outra sorte, não vive sem Deus Pai. Essas são as diferenças básicas entre eles.

Se fôssemos nos apegar ao sentido literal das palavras, poderíamos dizer que o ímpio é aquele que age com impiedade; e que o justo, por sua vez, é aquele que observa em seus atos e condutas a prática da piedade. Esse raciocínio é muito simplório, vez que não se presta a esclarecer tudo ligado ao tema. Dependendo do ponto de vista, a questão porventura analisada até pode ser vista deste modo, mas, com toda certeza, estaremos diante de situações extremas, não ordinárias. Temo, pois, que o significado de “ímpio” e de “justo” sejam mais abrangentes.

Fato é, no entanto, que ao ímpio não é interessante ter o justo perto de si, visto que o justo certamente não coaduna com o modo de viver do ímpio, e dificulta sua vida (e vice-versa). Enquanto o ímpio não se importa com as consequências de muitas de suas condutas, o justo quase sempre se preocupa em como deve agir e se conduzir nas mais variadas situações. O ímpio responde a si próprio (num primeiro momento, ao menos), mas o justo sabe que deve prestar contas, antes de tudo, a Deus Pai (e isso não é brincadeira). A Bíblia Sagrada fala explicitamente de jugo desigual (2 Coríntios 6: 14), mas temos o costume equivocado de ligar este verso a um relacionamento entre homem e mulher. É, de fato, a primeira coisa que nos vem à cabeça. Porém, é certo que tal advertência extrapola com folga essa ideia.

A verdade e a realidade, entretanto, a nós se mostram pelo fato de que não podemos nos esquivar do ímpio durante a vida, visto que com ele convivemos a todo instante. No trabalho, na escola, na faculdade, na academia, no lazer, em casa, em todos os lugares, praticamente, na igreja, inclusive. Temos de aprender a lidar com isso. Tal habilidade é vital a todo justo, pois que comumente ele se mistura com o ímpio, e o grande segredo é não se contaminar. O justo deve ser como o raio de sol que adentra ao pântano lamacento e fétido, e o areja, mas quando dele sai se retira limpo, sem traços de lama ou de qualquer outro tipo de sujeira (ilustração extraída do livro “Mananciais no Deserto”). O justo deve conviver com o ímpio, pois que qualquer opinião em contrário seria desdizer a Oração Intercessória do Mestre, que assim orou a Deus: Não peço que os tires do mundo, mas que os guarde do malJoão 17: 15. Contudo, conviver com o ímpio é outra coisa, bem diferente, do que com ele se associar e/ou andar. Se alguém não é usuário de drogas ilícitas, não andará com uma pessoa que as usa ou, pior, as vende. Se não rouba, não anda com o ladrão. Se não mente, não admite o mentiroso perto de si. E assim por diante. Mas o mais importante nisso tudo: o justo não perde a chance de estender as suas mãos ao ímpio se este precisar, e quando estiver em seu alcance, para ajudá-lo e incentivá-lo a se tornar um justo diante de Deus Pai e dos homens. Tem festa no Céu quando isso acontece (Lucas 15: 10).

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