Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Joel 2: 29.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Até sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito” – Jl. 2: 29.

Antes da vinda de Jesus Cristo, houve tempo em que ter em si próprio o Espírito Santo de Deus era privilégio somente de alguns sacerdotes, do rei de Israel e de uns poucos profetas. Os outros dependiam destes para ter contato com o Senhor, ou consultá-Lo. Na época do verso, então, o Espírito Santo era promessa de Deus na vida de todas as pessoas que O aceitassem, e isto se daria por intermédio único do Messias, Jesus. E esse tempo foi inaugurado depois da ascensão de Jesus ao Céu, uma vez cumprida a Sua missão, quando, então, o Espírito de Deus passou a ser distribuído a todas as pessoas (começando pelos discípulos), que cressem que Jesus era (como é) o Cristo, o Messias enviado por Deus.

Como em toda sociedade, as pessoas são “classificadas” de alguma forma. Os servos de então eram considerados cidadãos de terceira classe, ou menos até. Talvez só perdessem para os escravos. Daí a importância da promessa de Deus, visto que os cidadãos de primeira classe acima nomeados perderiam, entre aspas, o privilégio de terem, sozinhos, o Espírito Santo, como no passado. Deus jamais faz acepção de pessoas (isto é coisa dos homens), portanto, Deus Pai dizia que haveria tempo em que todas as pessoas teriam igualdade de tratamento, ainda que permanecessem em suas atividades de origem.

Assim, considerando que ter o Espírito Santo de Deus era algo incomum, o rei e o servo passariam a estar em absoluta igualdade de condições. Os comuns do povo estariam em idêntico estado se comparados com os sacerdotes. E mesmo os escravos, diante de Deus, em nada difeririam dos profetas. Todos teriam o Espírito Santo, todos seriam agraciados por Deus, sem distinção alguma. Essa ideia era revolucionária, visto que havia várias divisões entre os Hebreus, a exemplo da divisão em 12 tribos e, mais tarde, outro exemplo, os Fariseus e Saduceus. Todos tinham a sua própria honra e identidade, mas isso era condição eminentemente humana. Deus Pai nivelou essa situação, desde Jesus. E isso sem citar os Gentios, isto é, todos pertencentes aos povos não Judeus, que eram completa e acintosamente desprezados.

Por isso tudo, pois, depois de Jesus, a humildade deve imperar nos atos e condutas das pessoas, pois não há mais diferenças a serem observadas. O que sobra é humano. Não há ninguém diferente diante de Deus. As oportunidades e chances o Senhor nos dá durante a vida, sem preferências. Deus Pai se apresenta a todos nós, e nós fazemos as nossas escolhas. E justamente por tudo isso, toda soberba, toda arrogância, toda intolerância (etc.) são comportamentos e posições odiosas, que refletem a pequenez de alma de quem assim se mostra e, de fato, é. Antes, parecia ser impossível o servo ser maior que seu senhor. Hoje, no entanto, o rei, o sacerdote e o profeta ou são menores que o servo, ou são pares deste diante de Deus. Os grandes deste Mundo vencem apenas em aparência. No geral, são sepulcros caiados, cheios de imundícia por dentro. Deus não faz acepção de pessoas, todas as pessoas são iguais diante Dele, em termos espirituais e naturais. Posses, inteligência e “ser alguma coisa” nessa vida não fazem diferença alguma diante do Pai. O que as difere são as escolhas que cada uma faz, e a inclinação do coração. A desvantagem está, pois, em desprezar o Senhor, e ficar longe Dele, de alguma maneira.

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