Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Oséias 6: 6.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Pois eu quero misericórdia, e não o sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” – Os. 6: 6.

Esse verso, extraído do Velho Testamento, talvez tenha causado escândalo na época em que foi dito, por conta da necessidade de observância da letra fria da Lei, porém, depois da vinda de Jesus, em todos os dias subsequentes foi, é e sempre será uma palavra atual e muito preciosa. É certo que Jesus não veio revogar a Lei, mas, sim, confirmá-la. Contudo, Jesus era e é (e sempre foi) o fim da Lei, logo, algumas partes da Lei foram por Ele modificadas, algumas outras superadas (no sentido de terem cumprido os seus objetivos e finalidades). Dizer tal coisa não é heresia (de modo algum): basta a quem se sentir ofendido com isso ler o Novo Testamento. É a Palavra de Deus que justifica tal afirmação.

No tempo da Lei sacrifícios eram necessários para a expiação de pecados e regras rígidas e severas de conduta deveriam ser observadas. Com Jesus, no entanto, pelo qual a graça de Deus suplanta a Lei em muitos aspectos, nós todos passamos a desfrutar de uma situação menos tensa com relação às coisas do Reino. A primeira mudança significativa foi o fato de passarmos a ter acesso direto a Deus Pai, sem intermediários (salvo Jesus). A intimidade e o relacionamento nosso com Deus Pai nos proporciona mais liberdade, porém, com bem mais responsabilidade. A Ele, pois, damos conta de nossos atos, pessoal e diretamente.

Por isso a cobrança do verso, no sentido de agirmos com mais misericórdia e menos sacrifício, e termos mais conhecimento de Deus e observarmos apenas um único e suficiente “holocausto”: o do Senhor Jesus Cristo de Nazaré, Messias e Filho Unigênito de Deus. A Bíblia é um livro espiritual, sem dúvidas, e contém em si a Lei, compilada pelo ajuntamento das Escrituras. Entretanto, Jesus resumiu a Lei em Dois Mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Em suma: amor e amor. E amar significa, acima de tudo, respeitar os demais em suas faltas e falhas. Deus é o Julgador, ninguém mais. Quem se põe nessa condição não é julgador, mas acusador.

Aquele, pois, que conhece a Deus, bem sabe que Deus é amor. Assim, amar não é uma escolha nossa para com Deus e para com o próximo, mas, sim, uma obrigação. E, nesse passo, amor não é () um mero sentimento, mas a conduta voluntária e consciente de respeitar e acolher o próximo nos seus pecados, que, aliás, também são os nossos, de uma ou de outra forma. Ser piedoso é, pois, ser misericordioso. Logo, quem segue à risca a Lei (pensa que segue…), e se autojustifica com isso, tende a desrespeitar o próximo e a agir sem misericórdia. É duro de coração. E peca gravemente contra Deus. Quem “fixa” as suas “estacas” unicamente na Lei, e deixa a graça de Deus de lado, se torna uma triste figura (insuportável), autoritária e “seca”, destituída de piedade, e da graça de Deus. Quer a graça e a misericórdia de Deus para si, mas é incapaz de agir piedosamente. E imagina sempre ter razão em tudo: é intolerante e “dona” da verdade. Essas pessoas causam muitas divisões e trazem consigo muita tristeza a todos de seu círculo de convivência, mas a pior consequência de suas atitudes é provocar ódio, rancor e raiva nas pessoas, quando o correto, ainda que seja de forma forçada (como acima dito), seria espraiar o amor. O amor! Só o amor importa: “Pois eu quero misericórdia, e não o sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” – Oséias 6: 6.

© Amor-Perfeito

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