Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 19: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, e ele lhe recompensará o benefício” – Pv. 19: 17.

O que não falta à nossa volta são pessoas com alguma necessidade. Nem todos têm uma vida tranquila e farta em termos de bens materiais. Uma frase de para-choque de caminhão nos ensina: “não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho”. Na verdade, essa frase tem duplo sentido. Primeiro vem o sinal de humildade, de gratidão, por tudo aquilo que se tem. Só que depois vemos nas entrelinhas que quando alguém consegue algo, seu querer passa da coisa conquistada para outra melhor, ou, ainda, outras que lhe despertem interesse. Acho que isso é normal e, em maior ou menor grau, esse sentimento está em todos nós. Faz parte de nossa natureza.

Contudo, há muitos anos atrás, um amigo me ensinou algo muito precioso (e viciante): investir no Reino de Deus. Não há investimento financeiro que supere a recompensa e a satisfação de se fazer isso. Comecei com pequenas doações, comprando material para entreter crianças, adquirindo folhetos de evangelismo, dando Bíblias e livros, dentre outras coisas, e o meu tempo também. Desde então, aprendida tal lição, nunca mais parei (não consigo parar, de jeito nenhum). E Deus é fiel, pois que tem me recompensado sempre. Porém, não faço essas coisas pela recompensa em si, mas, sim, pela gratidão que tenho pelo Senhor (em primeiro lugar), por tudo que Ele já fez por mim, e por mim mesmo, pois tenho imensa e grata satisfação de ser um canal de bênçãos, um instrumento de Deus Pai na vida de outras pessoas.

E “pobre”, na acepção Bíblica da palavra, não é apenas quem tem falta de bens materiais. “Pobre” é também quem vive sem a consciência da existência de Deus, de Jesus e do Espírito Santo. Não há pobreza maior que essa. “Paupérrimo” é, pois, alguém  destituído da graça de Deus. Esse é um coitado, que vive na miséria total, ainda que seja milionário, ainda que esteja entre os grandes deste Mundo, e ainda que viva no luxo, em todos os sentidos. Quando alguém que tem em si mesmo o Senhor, se compadece do “pobre”, e O apresenta a Ele, se insere na situação do verso acima transcrito, tanto quanto alguém que dá um prato de comida a uma pessoa com fome.

Assim é que “cobrir a nudez” de alguém, tanto pode ser vesti-lo e abrigá-lo do frio, como salvá-lo da ignorância espiritual. “Alimentar” uma pessoa é tanto dar acesso a ela à Palavra de Deus, como provê-la com alimentos de quaisquer tipos. Doar algum dinheiro a alguém é privar-se de algo seu em benefício de outrem, que mais necessita daquele numerário do que nós, que temos sobrando ou nos sacrificamos em alguma coisa apenas com o fim único de ajudar e de exercitar a piedade em nome de Deus Pai. Tanto quanto nosso tempo. Há outros exemplos, com certeza, mas nestes e em todos os outros casos possíveis de serem imaginados, nossos atos de bondade e desprendimento trazem dignidade e conforto aos nossos semelhantes, que passam por alguma necessidade. Esta é a melhor parte disso tudo.

Para finalizar, deixo um testemunho: certa vez viajei com uns amigos e encontramos outro amigo comum de todos no lugar para onde fomos. Ele era pessoa humilde e estava passando necessidade, sem que nós soubéssemos, no entanto, pois que ele nada nos disse. Como eu tinha viajado para longe de casa, tinha em minha carteira cédulas de vários valores. Todos nós fomos a um culto, e lá meu coração “queimava” em dar alguma ajuda a esse amigo, e eu senti muito forte a presença de Deus em mim, nesse sentido. Quis dar-lhe uma cédula de 50, mas Deus repetia na minha cabeça “20, 20, 20”. Resolvi obedecer, e sem ninguém ver, ao cumprimentá-lo, dei-lhe discretamente uma nota de 20. Mais tarde, à noite, todos já recolhidos no quarto de hotel, esse amigo nos disse que pela manhã daquele dia, ele estava sem dinheiro para tomar um ônibus, e pediu um adiantamento de 20 a seu chefe, que lhe negou o dinheiro. No começo da noite daquele mesmo dia, ele testemunhou o cuidado de Deus para com Ele, quando de Deus (por mim) recebeu os 20 de que precisava. Daí eu compreendi o porquê dos 20 e não os 50 da minha vontade. Essa é uma história verídica, que se passou comigo, e que muito me ensinou. Divido-a com todos para que sintam o cuidado, o zelo e o amor de Deus por nós. E se Deus falar com alguém em sentido parecido, não hesite, obedeça e faça o que Ele pede, e depois veja o resultado conforme o verso acima transcrito.

© Amor-Perfeito

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