Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 18: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que primeiro apresenta o seu caso parece justo, até que vem outro e o examina” – Pv. 18: 17.

Desentendimentos fazem parte da vida. Podemos até dizer que são situações corriqueiras, sendo que variam apenas em termos de grau de gravidade, por assim dizer. Sempre ouvimos falar de brigas e besteiras feitas por outros, e isso quando nós mesmos não estamos no meio da confusão. Porém, temos uma natural tendência a tomar partido de um dos lados, comumente temos opinião a respeito da coisa toda e, mais particularmente, tendemos a nos defender “com unhas e dentes” quando somos nós os envolvidos. Sejamos sinceros: não é assim?

O pior acontece quando ouvimos apenas um dos lados e já formamos a nossa convicção. Na medida em que fazemos desse modo, nos tornamos como que juízes parciais e iníquos, justamente porque nos precipitamos e não atentamos para a história toda. Não raras vezes, mais tarde, acabamos tomando contato com a versão do pretenso opositor, e sobra-nos somente a incômoda sensação de vergonha, por termos sido tolos ao defender tal e qual ponto de vista, inadvertidamente. Nessas ocasiões é preciso agir com sabedoria, sabendo que somente Deus é quem julga, e para nós sobra ou agir com amor, ou se afastar e não atrapalhar. Também é de bom tom lembrar que “não se apaga fogo com gasolina” e que Deus não precisa de ninguém para defendê-Lo.

Alguém muito sábio já disse que em todas as contendas há sempre três versões distintas e possíveis: a de uma parte, a da outra, e a verdade. Porém, as pessoas sempre lutam e se matam (em sentido figurado ou não) para ter razão. E nessa empreitada, amizades se perdem, casamentos “vão para o brejo”, relacionamentos se desfazem, orgulhos e vaidades se inflamam, tragédias se concretizam. Se estivermos de fora, e apoiarmos uma das versões, erramos, visto que Deus é o Juiz, com exclusividade. Caso estejamos como parte na porfia, precisamos tão somente confiar em Deus, entregando-Lhe a peleja e esperando Sua divina e bendita intervenção. É o melhor a se fazer.

Nenhum ser humano tem condições de julgar o próximo (seja este quem for), e menos ainda tem legitimidade de se vingar de outrem (Romanos 12: 19), por pretensa injustiça ou ofensa sofrida (a vingança pertence ao Senhor). Veja-se que a ira do homem não opera a Justiça de Deus, nos ensina a Bíblia Sagrada (Tiago 1: 20 e 21). E numa linda passagem Bíblica lemos o seguinte: “Irai-vos, e não pequeis: não se ponha o sol sobre a vossa ira, e não deis lugar ao diabo” – Efésios 4: 26 e 27. Irar-se, portanto, nos é permitido; o erro crasso é irar-se e pecar em seguida, dando lugar ao diabo. Também é um engano dizer que alguém só pode se irar até o entardecer, e o que passar daí é pecado. O “sol” do verso não é o astro, a estrela e corpo celeste, que nos traz luz e calor; o “sol” do verso é Jesus, conforme se depreende da singela leitura do texto encontrado em Malaquias 4: 2. Deixar a nossa ira anular ou suplantar o “Sol da Justiça” (Jesus) é que é o problema. Quando isso acontece, deixamos de confiar em Deus para confiarmos na força de nossos próprios braços. Eis aí o grande equívoco. Que nós possamos, em Jesus, e agindo sempre com amor no coração, evitar todas essas coisas. E um último conselho, que nos é dado pelo Apóstolo Paulo: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” – Efésios 4: 26 e 27.

© Amor-Perfeito

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