Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Romanos 13: 10.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” – Rm. 13: 10.

O amor a Deus é o primeiro Mandamento estabelecido. Amar o próximo, o segundo. É muito mais fácil amar a Deus, que não vemos, do que o próximo, com o qual convivemos. Mas Deus nos pede isso: que amemos as pessoas, em geral. E é aí que a coisa toda desanda: nem sempre conseguimos amar, especialmente os casos mais extremos, tais como o criminoso, o político corrupto, o ditador cruel, desafetos e assim por diante. Exemplos desse “naipe”, infelizmente, são os que não nos faltam.

Mas há aquelas situações nada fáceis, tampouco simples (no mais das vezes), nas quais devemos exercitar o amor, e que são aparentemente menos graves que as acima postas. Essas acontecem quando devemos lidar com ingratidões, orgulhos, soberbas, ofensas, injustiças e outros tantos infortúnios semelhantes. Coisas como essas surgem diante de nós até mesmo vindas de pessoas que nunca vimos antes. Um bom exemplo disso ocorre no trânsito, e aí é raiva versus amor, no “ringue”. E quando tais coisas vêm de pessoas próximas, doem mais, nos ferem mais. Li em algum lugar que só pessoas muito chegadas a nós são as que nos apunhalam pelas costas, porque para que possam nos apunhalar, antes precisam nos abraçar (e abraço é coisa íntima). É um ato vil, como o beijo com o qual Judas traiu o Senhor Jesus…

Odiar é o antônimo de amar. É uma palavra forte, mas recorrente no ser humano. Outro sentimento tão ruim quanto odiar, às vezes até pior, é a indiferença. Sem dúvida devemos evitar essas coisas, mas, como dito, somos seres humanos. Ouvi no rádio, outro dia, que Nelson Mandela, quando assumiu a Presidência da África do Sul (depois de décadas preso injustamente), no banquete comemorativo de sua vitória, colocou seus carcereiros à mesa, um de um lado seu e outro no outro. Com isso exercitava o amor pelo perdão, e mostrava ao Mundo seu caráter e índole. Nem todos conseguem se desprender de si mesmos, e passar por cima de orgulho, altivez Etc., e fazer isso do modo como ele fez.

Ora, se não temos condições de imitar exemplos como esse, ao menos, não sem muito esforço, podemos nós, pois, ter respeito e consideração mínimos pelas pessoas, se colocarmos em nossas consciências que todos nós somos peregrinos. Todos em absoluta igualdade de condições perante Deus Pai. Desta forma, cumpriremos a Lei de um modo mais pobre e não ideal, mas, minimamente falando, estaremos com um “pé” no caminho certo. Se há dificuldade em amar, então, que nós possamos não atrapalhar os outros, não desejar mal, não embaraçar as vidas alheias, deixando eventual vingança ou juízo nas benditas mãos do Senhor. E veja-se que desejar mal não é o mesmo que não querer bem a alguém; não dá mesmo para gostar de todo Mundo nessa vida, e, sem hipocrisia alguma: nós todos somos humanos, propensos a esses sentimentos negativos e nada nobres. Por isso, é um bom avanço já se todos nós nos prontificarmos a, pelo menos, respeitar o próximo. E se o amor não faz mal ao próximo, então, como o cerne do Cristianismo é amar, nós todos, mesmo não amando como se deve, temos o dever de fazer o bem, e deixar a vida mais confortável àqueles que cruzam os nossos caminhos. A vida já é tão dura e difícil, por si só, que se nós, “andando” por aí, tivermos a chance de interferir em algo para o bem (pelo Senhor), que assim seja, como hábito, e, assim, cumpriremos a Lei.

© Amor-Perfeito

1 comentário

  1. É exatamente isso!

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