Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Atos 16: 34.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O carcereiro levou-os à sua casa, pôs-lhes a mesa e na sua crença em Deus alegrou-se com toda a sua casa” – At. 16: 34.

Essa é uma história bastante conhecida. Paulo e Silas presos em Filipos, cidade na região da Macedônia (hoje, território da Grécia). Perto da meia noite um forte terremoto moveu os alicerces do cárcere, abrindo as portas das celas, e todos os grilhões dos prisioneiros foram soltos. Não havia luz suficiente no local, depois do sismo. O carcereiro, então, diante da cena, pensou que os prisioneiros haviam aproveitado a ocasião e fugido, e, por isso, antevendo, talvez, um duro e cruel juízo para si, tentou matar-se com uma espada. Paulo, entretanto, interveio, e em alta voz o impediu de cometer o suicídio, dizendo-lhe que todos estavam lá. E esse evento foi o motivo da conversão do carcereiro a Jesus Cristo.

Chamou-me a atenção, no meio dessa história, o fato de que, passada a crise do carcereiro, ele (com sua família) se alegrou em Deus, na sua própria crença. Muitas pessoas, já cá pelos nossos dias, vivem “engessadas” em dogmas, tradições e costumes, como se estivessem “presas em uma prisão”. Não experimentam a liberdade em Jesus, por várias razões, dentre elas, para não desagradar a homens (ou a igreja que frequentam), por religiosidade e/ou legalidade, por hipocrisia (autojustificação), e até mesmo por ignorância (como dito, há outros motivos). Passam a vida em “grilhões”, presas nas “celas privadas” de suas consciências, gastando a vida com vida sem vida. Essas pessoas acreditam em Deus, muitas vezes são até piedosas, mas como se privam de muitas coisas, acabam se tornando juízas e acusadoras dos outros, vez que, para se justificar a si mesmas, condenam terceiros. Estes (os terceiros), na maioria das vezes, apenas estão tentando viver suas vidas com plenitude, diante de Deus. E isso na medida em que erros são toleráveis, pois que se Deus Pai os admite, que justiça tem o homem (ou a mulher) para ser intolerante?

O carcereiro da história cria em Deus, de alguma forma, mas precisou de Paulo e Silas para lhe desvendar algumas verdades. Continuou em sua crença, creio, até o fim de sua vida, adequando esta à vontade de Deus. Essa é a nossa luta neste Mundo, cujo sistema e rudimentos nos são contrários. “Nadamos contra a correnteza”, sempre, e isso por si só já é bastante trabalhoso e desgastante, de modo que nada há de errado em buscar a alegria e alguma felicidade. Há filhos de Deus em todas as partes do Planeta, e em cada uma delas há tradições e costumes, dogmas e liturgias, tudo muito diferente. E mesmo assim, nenhuma pessoa há, individualmente, que seja igual à outra. Todos nós, no entanto, temos a mesma essência, e partilhamos das mesmas misérias e mazelas humanas, de um modo ou de outro. É admissível, portanto, que um creia de um modo, outro de outro, mas todos em Cristo, e sem nos colocarmos na condição de acusadores uns dos outros, pois que este é o pior erro de todos: é se igualar, em estado de espírito, ao Diabo, inimigo máximo de nossas vidas. A Palavra de Deus nos ensina, e nos guia, e nos guarda. O Espírito Santo, idem. Jesus intercede por nós junto ao Pai, e Deus é Pai. Cada um pode e deve ter sua própria experiência com Deus. Por que, pois, defender pontos de vista, quando, na verdade, Jesus não precisa de quem o defenda? E acusar o próximo? E julgá-lo? Quem, entre nós, é idôneo para tal empreitada? Ora, que cada um cuide da própria vida e, ao invés de “apontar o dedo”, que “estenda as mãos”. Em outras palavras: se não puder ou não quiser ajudar, pois, que fique quieto, em silêncio (“mergulhado” em seus próprios pecados…).

No entanto, apesar do todo dito acima, ninguém há que precise concordar com heresias, tampouco se sujeitar a “entendimentos” e/ou julgamentos alheios (pois que quem nos julga é o Senhor, unicamente). Se alguém, porventura, achar que deve agir em alguma situação, pois bem, que aja, mas com amor e paz. E devemos crer que há pessoas bem postas em suas crenças em Jesus, ainda que essas crenças não sejam aquelas que julgamos corretas. Devemos nos lembrar de que apenas Deus tem razão, e ninguém mais. Ora, se alguém está nessa condição de “engessado” por “suas crenças”, “endurecido” e “estático” em sua própria razão e consciência, mesmo que seja em Jesus, e se põe na condição de “carcereiro” de si mesmo e “preso” de sua realidade ao mesmo tempo, oro para que um “grande terremoto” lhe sobrevenha, e lhe “seja aberta a sua cela”, bem como “soltos os grilhões que o prendem”, para que o “carcereiro se converta”, e o “prisioneiro” se veja livre, e viva em plenitude na presença de Deus Pai… (por Jesus, amém).

© Amor-Perfeito

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