Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Eclesiastes 2: 3.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Busquei no meu coração como estimular com o vinho a minha carne, regendo-me, porém, pela sabedoria, e como me apoderar da loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu, durante o número dos dias da sua vida” – Ec. 2: 3.

Caso alguém ainda não saiba, Salomão, filho do Rei Davi, que sucedeu este como Rei de Israel e escreveu o Livro de Eclesiastes, é considerado o homem mais sábio que já viveu, não tendo sido suplantado até hoje por ninguém, a não ser pelo próprio Senhor Jesus (que veio como homem, mas era/é Deus). Esta afirmação sobre a sabedoria de Salomão pode ser comprovada na Bíblia Sagrada em 1 Reis, Capítulos 3 e 4. E no Capítulo 2 de Eclesiastes, Salomão, apesar de sua imensa sabedoria, não se privou de ter experiências variadas, a fim de “testar” sua sabedoria, e também, presumo, para alargá-la e aprender mais e mais.

Das inúmeras situações vividas por Salomão, uma delas é a do verso acima, que, contrariando os costumes de alguns, ele bebeu vinho, a fim de experimentar certas coisas. E é certo que era vinho mesmo, com teor alcoólico, e não suco de uva, como alguns insistem em dizer, distorcendo a Palavra de Deus. Também a Bíblia Sagrada não nos diz quantas vezes Salomão fez isso, sendo que temos o relato de pelo menos esta vez.

O ponto aqui, entretanto, não é o fato de se poder ou não ingerir bebidas alcoólicas, tema bastante polêmico, cujas opiniões variam de pessoa a pessoa, de país a país, enfim, de cultura a cultura. Existem pessoas que condenam a ingestão de um bombom com licor, enquanto que, por outro lado, a bebida alcoólica é aceita e consumida por vários cristãos de inúmeras nacionalidades, com a moderação Bíblica sugerida (espera-se), bem como observados os ditames de Romanos, Capítulo 14. No entanto, como dito, a questão que ora se pretende analisar não é essa, mas a de que sabedoria não se confunde com experiência. Salomão, homem de vasta sabedoria, não abriu mão das experiências que buscou ter em sua vida. Sabedoria é importante e vital, sem dúvida alguma, mas não substitui as experiências da existência, possíveis e admissíveis (há situações absolutamente inapropriadas, por certo, e um pouco de bom senso e razoabilidade não fazem mal a ninguém), e daquilo que depender de nós, porquanto algumas experiências nos são impostas de forma inevitável. A sabedoria é, portanto, conhecimento teórico, que nos ajuda nas decisões da vida; enquanto que as experiências são situações e eventos que nos colocam diante da prática da sabedoria.

No número dos dias das nossas vidas, pois, teremos muitas e muitas experiências vivenciadas na presença de Deus Pai. Que ninguém nos roube isso! Alguém pode até vir a nos dizer que não devemos fazer isto ou aquilo. E se fizermos aquilo que nos disseram para não fazer, e algo der errado, esse alguém fatalmente virá até nós e nos dirá: “Viu, eu não disse: se deu mal! E agora?”, ou algo do tipo. E torce para que soframos as consequências. E espera avidamente por elas… Importante frisar, no entanto, que cada um de nós tem direito de vivenciar experiências na presença de Deus Pai, e que a sabedoria não substitui essas experiências. E que Deus tenha misericórdia daqueles que nos julgam e nos acusam, visto que eles têm o mesmo pecado nosso, de outras variadas formas (Lucas 6: 41 e 42). Aquele que nos acusa/julga sempre tem algo perante Deus pelo que ser acusado/julgado (1 João 1: 10). Portanto, não pode nem deve acusar/julgar, mas agir como Jesus agiria: com amor. Deus tudo vê, e Ele é o Julgador, que nos ama, nos dá graça e tem misericórdia de nós; já o acusador, diz a Bíblia, é o Diabo (quem quiser que se coloque nessa posição…), segundo Apocalipse 12: 10. Ouvir um bom conselho (sábio) é sempre aceitável e apropriado; porém, não devemos abrir mão das nossas experiências de vida com Deus. Tais experiências são preciosas, nos ensinam coisas que jamais esqueceremos e que de outra forma não aprenderíamos; e a vida, dom de Deus, deve ser vivida, bem vivida e aproveitada. Saibamos, pois, que mesmo os nossos erros nos aproximam de Deus, se os nossos corações forem, de fato, Dele.

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