Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Atos 17: 24.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens” – At. 17: 24.

(Deus é Deus). Esse conceito de que Deus não habita em “lugares”, mas, sim, nas “pessoas” (e não em todas), é bastante interessante. E Bíblico (Joel 2: 28 e 29; 1 Coríntios 3: 16 e 17; 1 Coríntios 6: 19; Atos 7: 48 a 50 etc.). Nos primórdios da História Bíblica era preciso ir a determinados lugares para adorar a Deus, na presença de um ou mais sacerdotes. Alguém ia até específico local, “se aproximava” de Deus, e depois ia embora, sem Deus. Sacrifícios com sangue eram exigidos, pois sangue simbolizava e simboliza até hoje vida.

Comum eram os sacrifícios de cordeiros, segundo a tradição judaica, a fim de expiar pecados. Havia queima de gordura animal e de incensos, e outros rituais, e festas, e regras, tudo a ser observado de forma minuciosa, à custa de sanções e até de banimento, em caso de negligência ou rebeldia. Foram tempos difíceis e árduos, certamente, época de incidência da “letra fria” da Lei, algo do tipo “quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente…” (Levítico 24: 20 – 1.ª parte), e assim por diante. “Reinavam” impávidas, nesse período, a rigidez e a severidade.

Nas condições acima, a justificação do homem se operava fora do homem, em favor do homem, nunca de forma definitiva. Era preciso, de tempos em tempos, renovar a “licença para pecar”, se livrando do peso dos pecados “acumulados”, mas é certo que o homem continuava com sua natural pobreza espiritual e sua inata miséria humana, comuns e mais evidentes a quem “anda por conta própria” nessa vida (mesmo hoje em dia). Porém, a Bíblia Sagrada nos diz, já no Novo Testamento, que todas essas práticas, situações e liturgias eram “sombras” do futuro, necessárias para a vinda do Messias e do estabelecimento das Boas Novas (Colossenses 2: 17). E esse futuro se materializou, de fato, com a vinda de Jesus Cristo, que de uma só vez Se entregou pela Humanidade (morrendo em seu lugar e lavando-a em Seu sangue, justificando-a e trazendo-lhe vida) e, assim, ficou conhecido por “Cordeiro de Deus” (que tira o pecado do Mundo).  

Depois da vinda de Jesus, no entanto, muitas dessas antigas práticas foram abolidas, e com a volta de Jesus ao Céu, nos foi enviado o Espírito Santo (João 16: 7; João 14: 16; Lucas 24: 49 etc.). Com isso, o homem passou a ser justificado por Jesus e pelo Espírito Santo em si mesmo, no seu coração. E o homem não está mais distante do Senhor como antes, nem tampouco necessita de rituais, sacrifícios e locais específicos para adorá-Lo, visto que se transformou em morada de Deus (João 14: 23), e criou-se, com isso, intimidade e canal direto/aberto entre ele (todos nós) e Deus Pai. O consolo e a justificação pela pobreza espiritual e miséria humana, a partir de então, ocorrem automaticamente, pela intimidade entre Deus Pai e o homem, por intermédio de Jesus e do Espírito Santo, que nele passa a habitar. E sobre a “abolição” de certas práticas, ritos e comportamentos previstos na Lei, alguém poderia se lembrar de certa fala de Jesus, que diz que Ele não veio para abolir e/ou revogar a Lei, mas para confirmá-La e cumpri-La (Mateus 5: 17 a 18).

Isso é a mais pura verdade: Jesus veio para confirmar a Lei, até porque a Lei Dele falava. Mas quando Jesus veio, se nada mudasse com Ele, a própria Lei se tornaria inútil. Por isso, em linguagem jurídica para facilitar o entendimento: Jesus não ab-rogou (revogou por completo) a Lei, mas, sim, derrogou a Lei (revogou algumas partes da Lei), e, assim, cumpriu a Lei. Até porque, como dito, se nada mudasse e se assim não fosse, a própria Lei perderia seu sentido maior, em anunciar maravilhas futuras, por Jesus Cristo. Então, por tudo isso, é que nós hoje vivemos no Período da Graça, e não mais no Período da Lei, apesar da manutenção da eficácia e vigência plenas da Lei (Mateus 24: 35). Nós somos, pois, hospedeiros do Espírito Santo, Templos “ambulantes” de Deus, não feitos por mãos de homens. Deus Pai (que fez o Mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do Céu e da Terra) está em nós, por Jesus, na bendita figura do Espírito Santo. Simples assim.

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