Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 9: 17.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é delicioso” – Pv. 9: 17.

O tanto de sabedoria que encontramos nos versos do Livro de Provérbios é proporcional às possibilidades de ensinos e interpretações: muitas e muitas. Em algumas situações, é certo, o enunciado de alguns dos versos acaba sendo direto e específico, não dando margem a mais de um enfoque, ou limitando-o a poucas vertentes. No caso do verso acima transcrito, penso eu, as perspectivas são variadas, mas devo ater-me àquilo que me foi revelado por Deus Pai, para reflexão.

Nas duas sentenças que vemos no alto, por evidência, ambas nos passam uma sensação de “facilidade” de obtenção de alguma coisa, mas não no sentido bom e sadio da palavra. Parece que a Bíblia nos fala de algo ilícito, obtido de modo indevido, proibido. E isso se mostra verdadeiro quando lemos o verso seguinte ao do topo desta mensagem: “Mas eles não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” – Provérbios 9: 18. Ainda assim, alguns (muitos) se gabam por terem obtido vantagens ilícitas, sem se importar com as consequências disso. E passam a vida nesse círculo vicioso.

Realmente essas pessoas não têm ideia da dimensão dos embaraços e dos problemas que estão para encarar a frente, por conta de seus atos. Há quem diga, e com acerto, que de Deus nada se esconde, pelo contrário, tal pretensão é mesmo impossível, vez que o Senhor tudo vê. Então, pessoas envolvidas com as situações do verso pensam que estão tendo vantagens com seus atos ilícitos (às vezes, imorais também), mas, na verdade, apenas estão acumulando para si Juízo de Deus. Em maior ou menor grau, pois, cada ser humano responderá por seus atos, que não sejam atos de justiça, frutos da consonância do todo aprovado por Deus Pai para o homem.

O ladrão que rouba ou furta, que nada tem de diferente do político que rouba ou furta, ficando com bens alheios ou com somas em dinheiro que não são seus por direito, prejudicando outrem ou uma coletividade, ambos serão julgados oportunamente. Aquele que trai um relacionamento qualquer com ingratidão e deslealdade em troca de qualquer coisa para si, ainda que de cunho pessoal e particular, ou abusa da confiança de um amigo ou colega por conta disso, ou, ainda, quem trai seu consorte com relações sexuais ilícitas, por um momento de prazer proibido e efêmero, experimenta ganho no início, mas depois tem um bom preço a pagar, e pagará até o último “centavo”, com toda certeza. O que aceita suborno para distorcer a verdade, de qualquer modo, será cobrado por sua conduta nefasta. Aquele que paga o bem com o mal, ou quem pratica o mal em detrimento do bem, e todo covarde, idólatra e tímido, nas acepções Bíblicas das palavras (isto é, não ter presença de espírito para se inclinar para o bem), esses serão réus de duro Juízo, e sofrerão pesadas consequências. E tantos outros exemplos possíveis, aparentemente inesgotáveis e parelhos em essência, que poderiam ser aqui colocados. Enfim, toda e qualquer vantagem obtida de forma ilícita pode parecer boa num primeiro momento, e dar alguma satisfação para seu protagonista, mas do Juízo de Deus ele não escapará. Do juízo humano, com certa habilidade e recursos, o homem até consegue se esquivar, evitando-o ou contornando-o, e fica impune mesmo, muitas vezes. Mas há alguém capaz de se esquivar de Deus? Há alguém, de fato?

© Amor-Perfeito

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