Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 28: 11.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido o esquadrinha” – Pv. 28: 11.

Esse verso nos coloca duas situações específicas, mas que, entretanto, não exclui outras tantas possíveis. Quero dizer, com isso, que há a possibilidade de o homem rico ser entendido e do homem pobre ser sábio aos seus próprios olhos, sendo que tais situações invertem o estabelecido pelo pensamento do Rei Salomão, acima transcrito. O verso não é uma regra, mas, sim, talvez, uma probabilidade medida pelo senso comum.

De fato o rico tem dificuldades de se desvencilhar dos confortos que o dinheiro proporciona (sobremais a quem o tem além da conta), especialmente no que diz respeito ao luxo e ao poder. Aliás, o poder é algo até mais “viciante” (e nefasto) que o próprio dinheiro, pois faz seu detentor se sentir “invencível”, o impele a pensar que pode fazer o que quiser, e passar por cima de qualquer um, até mesmo de Deus. Não é a toa que encontramos na Bíblia Sagrada várias alusões tanto ao dinheiro como ao poder. A Parábola do Jovem Rico (Mateus 19: 1 a 12), a referência a “mamom” (Mateus 6: 24), o texto de Mateus 9: 19 a 21, e muitos outros exemplos. Mas um, em particular, transcrevo aqui, pela sua clareza e importância: “Os bens do rico são sua cidade fortificada, e como uma muralha em sua imaginação” – Provérbios 18: 11.

Insta dizer, entretanto, que o poder é bem mais nocivo que o dinheiro. Vemos na Palavra de Deus a arrogância e a soberba dos governantes de Roma, que dominavam a Judéia nos tempos de Jesus. E de outros tantos reis e soberanos mencionados nas Escrituras. Vemos a punição de Nabucodonosor, que virou “besta” do campo durante sete anos por conta de sua altivez (Daniel 4: 29 a 37). Vemos as histórias dos reis de Israel e de Judá, quando deixavam o caminho do Senhor, e no início do relato de suas vidas comumente encontramos a seguinte menção, que diz: “… e fez o que era mal aos olhos do Senhor…”. E tantos e tantos outros exemplos, dos nossos dias até (fora da Bíblia, portanto), que nos ensinam a não proceder com tal maldade no coração. E Jesus disse certa vez: “O que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação” – Lucas 16: 15 – 2.ª parte.

Assim, a questão proposta pelo verso nem é sobre ser rico ou pobre. Arrisco dizer que o problema é ser sábio aos próprios olhos, e deixar de esquadrinhar as atitudes e condutas de pessoas que se acham sábias, aplicando tal reflexão a nós mesmos, para evitarmos cair nessa teia nefasta, nesse emaranhado de problemas e embaraços que o poder atrelado ao dinheiro traz (ou um ou outro), de forma inerente. Tal é o homem, pois, que pensa ser um deus. Que não respeita a Deus. E faz o que quer, sem medida. “Dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” – Apocalipse 3: 17. O Pregador de Provérbios diz para o rico ter cuidado por ter muitos bens, riqueza e, talvez, poder. E diz para o pobre jamais fechar seu coração à reflexão em Deus. Independentemente de nossas situações financeiras, no entanto, talvez a melhor “receita” para nós seja (pensemos): ricos em Cristo Jesus; pobres para as coisas efêmeras e para as maldades deste Mundo. Se assim for, bem pode ser que o começo do relato da sua/minha história seja (para Deus): “… e fez o que era reto aos olhos do Senhor…”. (…)!

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