Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Lucas 10: 1.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Depois disso designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante de si, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir” – Lc. 10: 1.

Algumas situações e eventos narrados na Bíblia são tão ricos em ensinos atemporais e paralelos com os dias atuais que, não raras vezes, não percebemos ou não captamos a essência de todas as coisas. O verso acima transcrito é um desses casos, pois que “oculta” uma riqueza imensa em suas curtas linhas. Nós todos sabemos os nomes e algumas coisas da vida dos doze discípulos de Jesus. Mas desses setenta homens mencionados no verso, pouco ou mesmo nada sabemos. Eles são ilustres anônimos, desconhecidos “sem nome”, como a maioria de nós é. Nem todos do povo de Deus se destacam, a ponto de ficarem conhecidos ou ganharem fama. Porém, todos, sem exceções, dão alguma contribuição ao Reino de Deus. Um pouco aqui, outro tanto ali, e o Reino de Deus se estabelece pela união “informal” e despretensiosa de pessoas que O amam.

De alguma forma, pois, nós todos contribuímos para que o Reino de Deus seja estabelecido. Em igrejas? Não, não em igrejas, mas em pessoas. Em “igrejas” apenas e tão somente se considerarmos que as pessoas são a igreja, como templos do Espírito Santo. Mas nada de prédio físico, ou denominação, ou nome, ou placa. E quando os setenta foram às cidades, não foram “pelas cidades”, mas pelas pessoas que habitavam naquelas cidades. E eram lugares que depois foram visitados pelo Mestre. Logo, antes de Jesus ter acesso ao coração de alguém, um de nós, sozinho ou em dupla, como os setenta, lhe apresentou Jesus de alguma forma. A presença de Jesus na vida de alguém sempre é precedida de outro alguém que lhe tenha falado a respeito Dele. Sempre tem alguém “em algum lugar” antes de Jesus “visitar esse local”, e tal pessoa está devidamente comissionada por Ele. Vemos isso no verso.

E do mesmo modo como o Senhor Jesus confiou e comissionou esses setenta homens, e outros tantos (por certo), assim Ele faz com cada um de nós. Jesus nos confia e nos comissiona as coisas do Pai (as mesmas coisas que lhe foram confiadas por Deus), a fim de que outras pessoas possam desfrutar do mesmo estado que desfrutamos, e se achegarem ao Senhor. Aonde quer que Jesus nos envie, nós estamos nas mesmas condições dos setenta: temos a confiança de Jesus, fomos por Ele comissionados, e buscamos pessoas que se tornem amantes do Evangelho, com todos os benefícios que bem conhecemos.

Todo aquele que é alcançado por Jesus se torna imediatamente como um dos setenta, e passa a ter a confiança do Mestre, além de receber também a comissão de ir às “cidades” e aos “lugares” aonde “Ele deva ir” em seguida. Essa comissão nada mais é do que falar de Jesus, de Deus Pai, do Evangelho, do Espírito Santo, é dar exemplo, ter boas atitudes, boa conduta, ter bom ânimo para se arrepender e, quando necessário, se corrigir, é ser íntegro, é amar a Deus acima de todas as coisas, e amar o próximo como a si mesmo etc. Ir às “cidades” e aos “lugares” aonde “Jesus deva ir” é orar, pregar, falar, escrever, doar, doar-se, conversar, sorrir, amparar, ajudar, estender a mão, enfim, fazer aquilo que Deus nos diz para fazer, em cada caso específico, de forma gratuita e com coração limpo. Por fim, termino este texto com uma frase de John Stott, para reflexão: “Ninguém pode falar de Jesus para uma pessoa, sem antes falar dessa pessoa para Jesus”.

© Amor-Perfeito

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