Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Lucas 7: 30.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quanto a si mesmos, não tendo sido batizados por ele” – Lc. 7: 30.

Jesus falava ao povo de João Batista, dizendo que todos haviam sido por ele batizados. Mas a Bíblia Sagrada nos conta que os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus, na medida em que deixaram de ouvir o que João Batista tinha a dizer. E não foram por ele batizados. Os fariseus pertenciam a uma vertente rígida do Judaísmo, enquanto que os doutores da lei eram pessoas bastante versadas nas Escrituras Sagradas.

Os fariseus, por conta da rigidez que os dominava, pouco ou nada “viam” diante de si próprios, senão suas tradições e dogmas. Já os doutores da lei confiavam em sua própria sabedoria, conhecimento e interpretação a respeito dos Textos Sagrados disponíveis à época, o que os tornava obtusos em relação a qualquer pensamento dissonante de suas ideias. Ambos os grupos eram demasiadamente orgulhosos de suas condições e posições sociais. E era justamente esse orgulho que lhes impedia de “ver” a Deus e de ouvir o conselho de Deus. Esperavam o Messias; o Messias estava diante deles; entre eles; e eles não O reconheciam. Não puderam reconhecer a Jesus, e tudo isso por conta do orgulho que os dominava e “cegava”.

Quando lemos essa passagem na Bíblia Sagrada, talvez nós pensemos que os fariseus e os doutores da lei eram, na verdade, uns coitados, e que nós faríamos diferente (claro!). Nós ouviríamos o conselho de Deus, e seríamos batizados por João Batista. E que isso tudo a respeito deles é história, somente um registro Bíblico de “inimigos” do Evangelho. Devo dizer, NÃO, eles não eram inimigos de Jesus. E, NÃO, não é apenas um registro Bíblico, mas um exemplo para todos os tempos, vez que há fariseus e doutores da lei entre nós, que se recusam a “ser batizados” com o batismo de João Batista, em Jesus.

Há pessoas entre nós “cegas” e obtusas em relação ao Evangelho. Os fariseus talvez possam ser comparados nos nossos dias com todos os beatos/as, inflexíveis e legalistas, que se dizem cristãos. Semblantes sempre sérios, e posturas duras, além de serem julgadores natos do alheio. Os doutores da lei, por seu turno, talvez possam ser aproximados àquelas pessoas formadas em Teologia, “donas da verdade”, com muitos títulos acadêmicos, conhecimento de idiomas (antigos, inclusive) etc., que não perdem uma boa discussão e querem sempre ter razão. Aliás, estes e aqueles sempre precisam ter razão em tudo, afinal, são “perfeitos” em seus atos e condutas, e com tudo o que já estudaram e sabem, não há mesmo outro resultado esperado ou possível. Esses “predicados” todos, dos fariseus e dos doutores da lei “modernos”, bem podem impedir que, nessas condições, eles deixem de “dobrar seus joelhos” a Jesus, visto que são pessoas “iluminadas” e “especiais”. Assim, se nós fizermos o que eles querem ou o que acham ser o correto, se inflam de orgulho, justificados em si mesmos. Misericórdia! De minha parte, honestamente, prefiro ser o publicano ignorante e pecador…

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