Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Lucas 6: 31.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também” – Lc. 6: 31.

Aqui vemos um conselho que já caiu na boca do povo (como Dito Popular), isto é, todos o repetem sem atentar que se trata da Palavra de Deus. A mesma coisa acontece quando alguém diz que fulano é um “espírito de porco” (Marcos 5: 1 a 20), ou, então, “quem semeia vento colhe tempestade” (Oséias 8: 7), ou “quem cava um buraco nele acabará caindo” (Provérbios 26: 27), e por aí vai. O interessante nessas situações é que a sabedoria não é do povo, mas de Deus, pois a fonte dessas máximas é a Bíblia Sagrada.

Curiosidade à parte, a advertência do verso em apreço é bastante pertinente, e nos dita uma regra de comportamento. Todas essas máximas, na verdade, contêm uma regra qualquer de conduta, às vezes positiva outras vezes negativa. No caso do verso acima transcrito aprendemos que não devemos fazer algo a alguém, que nós não gostaríamos que alguém nos fizesse. Pelo contrário, devemos agir com as pessoas sempre do mesmo modo como gostaríamos que as pessoas viessem a agir conosco. Parece fácil, mas nem sempre é (de fato).

Falando com honestidade, nós não gostamos de todas as pessoas que estão à nossa volta. Tampouco temos simpatia por todas. Temos amigos mais chegados do que parentes. Parentes que gostaríamos que não fossem nossos parentes. Colegas de trabalho ou de escola que simplesmente preferiríamos não ter sequer o inevitável contato e convívio diário. Deste modo, pois, por certo que tão logo nos seja possível, nosso anseio premente nos faz pensar em nunca mais ver essa pessoa na nossa frente. Temos pessoas em nossas vidas, ainda, com as quais “topamos”, que se fôssemos como Deus elas estariam irremediavelmente perdidas, condenadas (pense num assassino, estuprador, desafeto, político corrupto etc.). Quem (com sinceridade) nunca desejou mal ou mesmo “matou” uma pessoa em pensamento?

Essas situações todas nos trazem um grande problema: um dos dois Mandamentos Angulares de Deus é justamente o amor que devemos ao próximo. O que fazer então? Li num livro, recentemente, que o significado de amar o próximo não é exatamente idêntico àquele sentimento que nutrimos pelas pessoas que nos são mais chegadas. O autor do livro, assentindo que nós somos falhos em amar incondicionalmente, revela em seu pensamento e reflexão a obrigatoriedade que nos é imposta por Deus de respeitar o próximo, justamente não fazendo a ele o que nós não gostaríamos que outros fizessem conosco. É uma opinião interessante, que me seduz, pois eu mesmo (de mim mesmo) confesso que não consigo amar o próximo de forma incondicional, especialmente se o amor for um mero sentimento. Porém, se houver a obediência aos preceitos de Jesus Cristo, com respeito e esforço eu posso cumprir o Mandamento de Deus Pai, nesse sentido. Não é fácil entender isso. Que Deus Pai nos ajude!

© Amor-Perfeito

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