Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Mateus 15: 27.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“Disse ela: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos” – Mt. 15: 27.

Há um contexto. Uma mulher Cananéia dirigiu essas palavras a Jesus, depois do Mestre ter dito a ela, logo após um pedido seu, que Ele veio ao Mundo com a missão de somente resgatar as ovelhas perdidas da Casa de Israel. De início, pois, Jesus tinha (ou assim quis fazer parecer que fosse) o objetivo de tão só e apenas interferir na vida e no cotidiano dos Hebreus, e de mais ninguém. Mas Jesus é Deus, e Deus não amava e ama só os Judeus, pelo contrário, Ele também amava e ama os Gentios, que são todos os demais povos, com exclusão dos próprios Judeus. Ou seja: Deus Pai amava e ama tanto os Judeus como os Gentios. Insistindo e frisando: Ele amava e ama todo mundo, sem acepção de pessoas, povos e/ou nações.

Por certo que já estava nos planos de Deus estender a Sua graça e salvação a todos os demais povos. Sabemos que hoje em dia tanto a graça como a salvação estão à disposição de quem as quiser tê-las, gratuitamente. Basta querê-las. Jesus, pois, testava a mulher Cananéia em sua fé. E ela demonstrou sua fé de maneira exemplar, mostrando ao Mestre que se contentava com migalhas do Seu poder e majestade. Ela se “inferiorizou” em humildade e simplicidade ao se comparar com os Judeus daquela forma, segundo o verso, mas obteve de Jesus não apenas migalhas, mas toda a Sua atenção e cuidado.

As coisas inerentes e vindas do Reino de Deus não são feitas de qualquer forma, com negligência, ou inadvertidamente. Não. Não são migalhas que recebemos de Deus Pai, mas, sim, plenitude. Em tudo que Dele vier, a marca que O distingue do resto é justamente a plenitude. Nada vem pela metade. Nada falta. A medida de Suas Obras em nós e para nós é sempre boa: sacudida, recalcada e transbordante. Deus Pai é fonte inesgotável de virtudes e de amor. E nós somos os seus alvos. O Senhor “exala” Sua vida em nós e sobre nós, e sempre recebemos o máximo possível Dele. Amor e paz, sustento e provisão, e muito mais, tudo vêm Dele. Sempre em plenitude. Nada de migalhas.

Não somos, pois, “cachorrinhos”. Não ficamos “embaixo da mesa” à espera e à cata de “migalhas” dos outros. Não é preciso. Não é necessário. Nem correto. Temos de Deus, cada qual de nós, todas as coisas das quais precisamos e em plenitude. Se alguém, por conta de “intermediários da fé”, porventura vive de migalhas, primeiro: estas, seguramente, não vêm de Deus; segundo: esse alguém está sendo roubado e espoliado; terceiro: este “intermediário da fé” não é intermediário, mas, sim, estelionatário da fé (criatura nociva). As “migalhas” da mulher Cananéia significavam, na verdade, uma demonstração de fé plena em Jesus (e Ele sabia disso). Tanto assim foi que usou Jesus o caso para ensinar seus discípulos e, pelo registro Bíblico (como bem o vemos), também a todas as seguintes gerações (nós, inclusive). Não devemos nos contentar com migalhas. Se recebermos migalhas em lugar de plenitude, algo está errado. Muito errado. Nós, frequentemente, damos migalhas a Deus; Ele, no entanto, jamais: Dele só recebemos plenitude. E brincando com as palavras: se as nossas “migalhas” forem como “grãos de mostarda”, há sinal de que temos fé. Boa notícia, portanto! De outra sorte, deixemos a plenitude de todas as coisas a cargo de Deus Pai. Não existe insucesso nisso!

© Amor-Perfeito

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: